30 de abr de 2010

A Aviação Executiva

29 de abr de 2010

Aeroporto Salgado Filho: Mais três anos de atrasos em voos

Ampliação da pista do aeroporto Salgado Filho, que permitirá o sistema antineblina, deve demorar pelo menos 36 meses

Para instalar os dois conjuntos de aparelhos que compõem o ILS-2, o glideslope e o localizer, é necessário colocá-los onde estão hoje as vilas. Mesmo que a retirada de casas seja rápida, só as obras nas pistas levarão três anos, porque é necessário aterramento de áreas alagadiças e descanso do terreno, antes de pavimentá-lo. Mas o superintendente regional da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Jorge Herdina, não perde o otimismo.

– Para quem esperou 15 anos, estamos na reta final. Em 2013 o aparelho deve estar instalado, até porque vem aí uma Copa do Mundo. E os nevoeiros, que existem, afetam cerca de 1% do total de horas de funcionamento do aeroporto – minimiza Herdina.

Devem surgir no Rio Grande do Sul esta semana as primeiras brumas dos nevoeiros que costumam atormentar a região. E gaúcho que tem compromisso com hora marcada, em outras partes do país, pode se munir de muita paciência.

É que voar nos céus de Porto Alegre, nas manhãs de maio a agosto, vai se tornar loteria. Calvário que vai se prolongar, pelo menos, pelos próximos invernos. Tudo porque a ampliação da pista do Aeroporto Salgado Filho, dos atuais 2.280 metros de comprimento para 3.200 metros, não sai antes de três anos. E, sem ela, não pode ser instalado o equipamento ILS-2 (Instrumental Landing System, categoria 2), que propicia pousos e decolagens em dias de pouca visibilidade.

A previsão é de que a remoção de vilas situadas na cabeceira, o aumento da pista e a instalação da aparelhagem estejam concluídas até julho de 2013 – mas essa é uma perspectiva otimista. As três providências, fundamentais para driblar a neblina, são cogitadas desde 1997 e foram sucessivamente adiadas. Só agora começam a sair do papel.

A primeira novela a ser resolvida é a remoção de duas vilas e de parte das residências de um bairro situados na cabeceira da pista do Salgado Filho. São 2.978 famílias, das vilas Dique, Nazareth e do bairro Jardim Floresta, que impedem a ampliação da pista do aeroporto em 920 metros. O aumento é vital para a instalação de equipamentos mais modernos para voo em neblina, que vão evitar, por exemplo, que a empresa aérea gaste R$ 19,3 mil adicionais cada vez que uma aeronave não consegue pousar em Porto Alegre.

veja:
ILS

Seis mil abelhas são encontradas em bagageiro de avião

É a segunda vez que abelhas fazem colméia no avião, segundo o piloto.

Apicultor afirmou que local é apropriado para o aparecimento de enxames.

Cerca de seis mil abelhas foram encontradas no compartimento de bagagens de um avião que saia de Vitória da Conquista (BA) para Brasília.

O piloto checava a aeronave quando levou um susto as abelhas africanas. “Fui fazer a checagem antes do voo. Eu abri aquela parte de bagagem e tinha um enxame de abelhas. Eu tive que sair correndo”, afirmou o piloto Gustavo Lima.

É a segunda vez que as abelhas fazem uma colméia no avião, segundo o piloto. Na primeira vez, o enxame estava na entrada de ar da turbina direita.

Um apicultor Diovan Silva afirmou que o local é apropriado para o aparecimento do enxame por causa da alta temperatura.

28 de abr de 2010

vídeos aeronave acidentada - RJ




Avião do Corpo de Bombeiros cai em Resende (RJ) e mata dois



Avião caiu em bairro residencial de Resende, após desviar de prédio.
Piloto e tenente do Corpo de Bombeiros morreram.
O major do Grupamento Aéreo do Corpo de Bombeiros, Jasper Sanderson, e o aspirante a oficial do 23º Grupamento do Corpo de Bombeiros, Luís Guilherme Neto, de 27 anos, morreram carbonizados na tarde desta terça-feira (27), quando o monomotor Air Tractor AT-802, prefixo PR-EBM, do Corpo de Bombeiros em que eles estavam apresentou uma pane dois minutos depois de decolar do Aeroporto de Resende, sobrevoando o bairro vizinho Santa Isabel. A aeronave caiu no meio da Rua José Estevam da Motta, em frente ao Condomínio Residencial Ricardo Tomás. No local há três blocos de apartamentos de cinco andares, com quatro apartamentos por andar; ou seja; cerca de 60 famílias. No momento em que o avião caiu as labaredas atingiram a altura dos cinco andares do bloco em frente. Os moradores tiveram que ser retirados do local porque ainda havia perigo de explosões.
De acordo com informações dos bombeiros o objetivo do voo era reconhecer as áreas de matas da região, e posteriormente realizar treinamentos com a corporação para casos de incêndios em florestas.
Segundo o major Mauro Júnior, Luis Guilherme era aspirante recém-formado e estava servindo em Resende desde dezembro do ano passado.

- O major do Grupamento Aéreo do Corpo de Bombeiros, Jasper Sanderson, veio do Rio de Janeiro para fazer um reconhecimento da área. Mais tarde ia ser feita uma instrução para os bombeiros do 23º Grupamento. Os voos começaram por volta de 15h, o acidente ocorreu às 16h - explicou Mauro Júnior.

De acordo com o sargento Castro, o acidente ocorreu durante a segunda viagem do monomotor em Resende. Minutos antes o major fez um voo de reconhecimento com o comandante tenente-coronel Ernani da Mota Leal, sem que o avião apresentasse qualquer problema.

- Este avião estava zerado, era novo. O objetivo do voo era fazer um reconhecimento da área. O avião tem capacidade para carregar até 3.100 litros d´água e serve para apagar incêndios em florestas. Eu moro aqui no bairro e falei com a minha esposa pelo celular que ia decolar, para ela olhar pela janela, o aspirante fez fotos de mim junto ao avião. Fez no celular, mas não sei...na hora de subir, quando coloquei o pé no avião falei para o aspirante vai lá você. Ele estava ansioso para voar, então eu disse vai lá...eu vou depois. Dois minutos depois o avião estava caído, no meio da rua.
Minha esposa saiu desesperada para ver, pensando que eu estava no acidente. Não sei o que aconteceu, foi tudo muito rápido. Só sei que nasci de novo - disse, ainda muito abalado o sargento que é bombeiro militar há 21 anos e serve em Resende há 16, casado e pai de um casal de adolescentes.

O coordenador da Defesa Civil de Resende, coronel Marco Resende, foi para o local imediatamente e fez uma vistoria no prédio. Segundo ele, a estrutura do prédio não sofreu nenhum abalo e não há risco para os moradores. O secretário de Ordem Pública de Resende, José Antônio dos Santos, o Ed Murphy, também esteve no local e acompanhou a ação do Corpo de Bombeiros e peritos da 89ª DP (Resende) durante toda a tarde.
Os peritos da 89ª DP não puderam realizar a retirada dos corpos do local. Agora à noite o local está sendo resguardado por policiais do 37º Batalhão da Polícia Militar e está sendo aguardada a chegada de técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes da Aeronáutica (Cenipa), para que seja feita a perícia, só então os corpos serão retirados do local, assim como os destroços do monomotor.
Moradores relatam desespero na hora do acidente
* "São três blocos e o bloco três foi o mais atingido. Ouvi uma grande explosão e quando olhei vi labaredas de fogo. Deu muito corre-corre, as pessoas estavam em pânico. Tentei acalmar as pessoas e fechei o gás dos blocos 1 e 2, que é canalizado, para evitar uma tragédia maior. O bloco 3 não tem gás canalizado. Havia muito pânico, gritaria e pessoas desesperadas. Abri o portão para as pessoas saírem, fiquei tentando ajudar", disse Ronaldo da Silva Bento, 41, porteiro do Edifício Ricardo Tomaz, onde caiu o avião.

* "Estava no escritório, um cômodo distante de onde caiu o avião e essa foi a sorte. Minha filha estava na aula de inglês e o quarto dela foi o mais atingido. Achei que tinha jogado uma bomba na rua, nunca que um avião tinha caído. Saí e comecei a chamar pessoas dos outros apartamentos para descermos antes de tudo pegar fogo. A viatura do Corpo de Bombeiros teve dificuldade de chegar à rua, porque ela é muito estreita e havia muitos carros. O pânico era tão grande que os próprios moradores empuraram os carros com as mãos para a viatura passar. Os três blocos - cerca de 300 pessoas - corriam e gritavam de pavor", disse Andreza Heringer Tavares, 48, arquiteta.

* "Fiquei sabendo na rua e vim para o local imediatamente para saber notícias da minha filha. Liguei para minha ex-esposa também para saber o que estava acontecendo. Fui um dos primeiros a chegar. Havia muito fogo, fumaça, pânico. Os corpos ainda estavam em chamas, pessoas estavam correndo desesperadas, uma das piores cenas da minha vida. Me chamou muita atenção a posição que o avião caiu. Tive a impressão q o piloto percebeu que não teria salvação e para não atingir os prédios caiu bem no meio da rua. O piloto teve sensibilidade na atitude para não causar um desastre maior", disse Edson Nogueira, advogado.

27 de abr de 2010

OceanAir passa a se chamar Avianca


A companhia aérea OceanAir anunciou hoje que passará a se chamar Avianca, marca da empresa colombiana controlada pelo mesmo grupo (Synergy). De acordo com o presidente da Avianca no Brasil, José Efromovich, a mudança foi feita mediante contrato de utilização de marca sem remuneração à Avianca.

A razão social da companhia segue como OceanAir Linhas Aéreas. Junto com este anúncio, a agora Avianca no Brasil reportou a compra de quatro aeronaves Airbus A319, o que elevará a frota da empresa para 18 aviões.

O primeiro Airbus entrará em operação"nos próximos dias", para percorrer a rota Porto Alegre, Guarulhos, Brasília e Salvador, durante dois meses. Em seguida, a aeronave passará a operar na ponte aérea Rio-São Paulo.

A chegada da segunda aeronave da Airbus está prevista para maio, enquanto a terceira chegará entre junho e julho, ficando o quarto avião para o segundo semestre.

As aeronaves vão ampliar a oferta de assentos em 30% e a expectativa da companhia aérea é chegar a uma participação no mercado doméstico próxima a 4% até dezembro. No mês passado, o"share"da OceanAir no mercado doméstico ficou em 2,4%.

As novas aeronaves fazem parte de um plano de investimento de US$ 250 milhões para este ano. O negócio foi fechado mediante uma operação de leasing com a instituição financeira americana Sky.

Sobre a mudança da marca, a empresa promete realizar uma grande campanha publicitária a partir do mês que vem, que consumirá aproximadamente R$ 5 milhões.

"O nome que todos conhecem e admiram tem uma história de 90 anos. Um sinônimo de bons serviços, eficiência e pontualidade, que vai nos diferenciar ainda mais das outras companhias", afirmou Efromovich, ao justificar a mudança do nome.

26 de abr de 2010

Forte turbulência em avião com destino à Índia deixa 20 feridos

Pelo menos 20 pessoas ficaram feridas neste domingo (25) devido a uma forte turbulência que atingiu um avião se aproximava ao aeroporto de Cochin, no estado indiano de Kerala, informaram fontes oficiais.

O Boeing 777-200 da companhia Emirates Airlines que fazia o voo EK-530 rota entre Dubai e Cochin com 350 passageiros, desceu bruscamente 1,5 mil metros, a partir dos 6,1 mil metros em que voava no momento da turbulência, conforme fontes citadas pelas agências "Ians" e "PTI".

No momento do incidente, o avião sobrevoava o Mar Arábico e estava a 100 quilômetros de seu destino, o aeroporto de Cochin, onde o piloto efetuou logo em seguida uma aterrissagem de emergência.

Uma porta-voz do Ministério de Aviação Civil indiano explicou à "Ians" que o avião está passando por uma inspeção do Diretório Geral de Aviação Civil (DGCA, na sigla em inglês) e que só vai decolar novamente depois da certeza de que tem condições de voo.

Uma equipe de médicos atendeu aos passageiros, feridos com contusões e cortes e em estado de choque.

"Alguns passageiros choravam e pediam ajuda aos gritos. Durante três minutos, ninguém sabia o que estava acontecendo. Muitos foram jogados para fora dos assentos, outros bateram a cabeça contra o teto do avião. Uma criança foi lançada longe. Parecia que tudo estava acabando", relatou um dos passageiros à "Ians".

23 de abr de 2010

Região do Lago Sul ensurdecida pelos aviões


Movimento intenso no Aeroporto Internacional JK, superado apenas pelo de Guarulhos (SP), acarreta transtorno aos moradores de uma das áreas mais nobres de Brasília. E o pior é que não existe, nem em médio prazo, uma solução.

O barulho de turbinas irrompe a tranquilidade do Lago Sul antes de 6h. Os aviões que trafegam diariamente pelo Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek (1) insistem em tirar o sossego dos moradores da área nobre. O problema, que ocorre há décadas e já provocou reuniões e debates calorosos entre o comando do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta I), a Infraero e moradores, voltou a ser debatido por causa do novo procedimento de decolagens.

Segundo recomendação da Organização Internacional da Aviação Civil (cuja sigla em inglês é Icao), as aeronaves que partem de Brasília devem fazer uma subida mais íngreme na mesma direção da cabeceira da pista até atingir 6 mil pés de altitude (aproximadamente 1,8 mil metros) em relação ao nível do mar para se afastar da zona residencial o mais rápido possível. Só após atingir a altura recomendada, o piloto pode manobrar em direção ao destino do voo. O brigadeiro Maurício Gonçalves, comandante do Cindacta I, explica que a medida visa a uma economia maior de combustível das aeronaves e a diminuir o tempo em solo. “Foram feitas simulações por mais de um ano até colocarmos em prática”, diz.

Acordo celebrado entre Cindacta I, Infraero e moradores há três anos determinava que a pista antiga, próxima às casas, seria utilizada apenas para pousos. A nova deverá servir apenas para decolagens, justamente por estar situada mais distante da área residencial. Após atingir determinada altitude, os aviões teriam de manobrar à direita.

Os aeroportos de Brasília e de Recife são os primeiros a passar pela experiência no país. Ainda neste ano, a Aeronáutica prevê que Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte também adiram ao procedimento. De acordo com a avaliação dos moradores da QI 17, porém, a mudança só trouxe dores de cabeça. A nova trajetória das aeronaves teria aumentado a incidência do ruído das turbinas nas proximidades da pista de decolagem.

É o que constatou o aposentado Cesar Palvarini, morador da QI 17. “O barulho sempre existiu, mas estávamos em paz até a quarta-feira da semana passada, quando os aviões voltaram a sobrevoar e fazer barulho barulho sobre nossas cabeças”, reclama, citando o dia em que o Cindacta autorizou a nova operação de partida dos aviões no Aeroporto Internacional JK.

Interferências
A professora Heloísa Doyle, moradora do Setor de Mansões Dom Bosco, também percebeu a diferença. “Se estamos vendo TV, temos que aumentar o volume; se estamos ao telefone, temos de parar de conversar até que o avião passe.” O aposentado Joelson Monte Alto defende que o Cindacta volte a orientar os pilotos a manobrar à direita. “Não é possível que a Icao sugira procedimentos que prejudiquem a qualidade de vida das pessoas que moram próximas aos aeroportos”, salienta.

O coronel da Aeronáutica Almir dos Santos, chefe da Divisão de Operações do Cindacta, defende que o ruído é inerente ao tráfego intenso do aeroporto da capital. “É o caso de quem mora ao lado de uma indústria e paga o preço da poluição e do barulho. Quem mora perto de aeroporto acaba tendo que conviver com o barulho”, simplifica.

O brigadeiro Gonçalves explica, também, que apenas as aeronaves que fazem transporte de carga são as mais ruidosas e que somente dois modelos trafegam na cidade. “Em Brasília só circulam os modelos 737-200 e 707, os mais antigos e mais barulhentos, sempre no horário da madrugada, e decolam na pista nova, distante das casas.”

Os parâmetros de ruído variam de acordo com os aviões. Os modelos recentes emitem som cada vez mais baixo, mas, em contrapartida, o tráfego em Brasília só aumenta. “O movimento no Aeroporto JK está tão agressivo que a cadência do som dá a impressão de que é constante, mas o nível do ruído está dentro do permitido”, assegura, lembrando que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) é a responsável pela fiscalização. Ele também dá uma notícia desagradável aos moradores do Lago Sul: “Com o passar do tempo e a intensificação do fluxo, não poderemos mais determinar uma pista somente para decolagens e outra para pouso. Isso deve ocorrer em 2011 ou no ano seguinte”.

1 - Movimento intenso
O Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek oscila entre a segunda e a terceira posições no ranking dos mais movimentados do país. Com 700 operações diariamente, tem média de 38 pousos e/ou decolagens por hora. Está atrás apenas do Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro, em Guarulhos (SP), e do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Se excluído o tráfego de aviões de carga, o terminal de Brasília supera o carioca.

22 de abr de 2010

Brasília 50 anos: Já existia um aeroporto antes da inauguração da Capital Federal

Brasília era apenas um projeto quando o presidente Juscelino Kubitschek pousou pela primeira vez no Planalto Central, no ano de 1956. Mas o aeroporto já existia e se chamava Vera Cruz.

Construído em 1955 pelo então vice-governador de Goiás, Bernardo Sayão, a pedido do presidente da Comissão de Localização da Nova Capital Federal, Marechal José Pessoa, o aeroporto recebeu no dia 02 de outubro daquele ano a primeira comitiva para construção da nova capital.

O Aeroporto de Vera Cruz localizava-se onde está situada, atualmente, a Estação Rodoferroviária de Brasília. Possuía uma pista de terra batida com 2,7 mil metros de comprimento e uma estação de passageiros improvisada em um barracão de pau-a-pique coberto com folhas de buriti. O nome Vera Cruz foi sugestão de José Pessoa, cuja expectativa era batizar com este mesmo nome a cidade de Brasília.

As instalações do Aeroporto Vera Cruz, no entanto, eram provisórias. A mudança para um aeroporto definitivo já estava definida como prioridade, juntamente com as obras de construção do Núcleo Residencial Pioneiro da Fazenda do Gama, onde foram erguidos o Catetinho, as instalações para o Batalhão de Guarda, e o segundo aeroporto provisório, que atendeu ao presidente e aos pioneiros na construção da nova capital.

Quando o Catetinho ficou pronto, em novembro de 1956, já havia sido iniciado o desmatamento para a construção do aeroporto definitivo, que possuiria uma pista de 3,3 mil metros de comprimento. Em 02 de abril de 1957, o aeroporto recebeu o primeiro pouso da aeronave presidencial, um Viscount turbo-hélice de fabricação inglesa.

A inauguração oficial do aeroporto comercial foi em 03 de maio de 1957. Neste ano, também foram inauguradas as instalações do destacamento Base Aérea, que funcionou em parceria com o aeroporto.

O trabalho de construção do aeroporto, iniciado em 6 de novembro de 1956, durou pouco mais de seis meses e demandou o desmatamento de uma área de 1.334.000 m², terraplanagem de 178.500 m², base estabilizada de 40.900 m², revestimento de 73.500 m², serviços topográficos, de localização e nivelamento. A pista estava projetada para 3.300m, mas a primeira etapa possuía apenas 2.400m de extensão e 45m de largura. O terminal de passageiros foi construído em madeira e serviu à cidade até 1971.

Em 1990 o Aeroporto Internacional de Brasília começou a ganhar a forma atual. Um corpo central e dois satélites para embarque e desembarque de passageiros. A primeira etapa foi inaugurada em 1992. Incluiu a construção do viaduto de acesso ao terminal de passageiros e a cobertura metálica, num total de 11.726m². O satélite, edifício circular para áreas de embarque e desembarque, foi inaugurado em 1994, na segunda etapa, quando foram entregues também uma parte reformada no corpo central do terminal de passageiros e nove pontes de embarque.

Nesta época, entrou em operação no aeroporto o Sistema Integrado de Tratamento de Informação Aeroportuária (SITIA), que possibilitou a automação no controle de diversas atividades. Brasília foi o primeiro aeroporto da América Latina a receber este sistema. A conclusão da terceira etapa das obras ofereceu aos usuários uma nova área de embarque e desembarque internacional, um terraço panorâmico, um finger e uma praça de alimentação 24 horas. A reforma alcançou uma área de 17.285m², com a instalação de uma galeria com fontes, jardinagem e espaço para exposições.

O projeto atual é de autoria do arquiteto Sérgio Parada, que deu ao aeroporto uma concepção moderna, dinâmica e alinhada com os traços da cidade.

20 de abr de 2010

Voos de teste não detectaram nada anormal, afirma Airbus


A construtora aeronáutica europeia Airbus afirmou nesta terça-feira que dois voos de teste realizados na tarde de segunda-feira por um avião gigante A380 e um A340 para avaliar o perigo das cinzas do vulcão islandês para o tráfego aéreo não detectaram "nada anormal".

"As tripulações dos voos de teste não perceberam nada anormal e as inspeções posteriores aos voos não revelaram nenhuma irregularidade", afirma um comunicado da Airbus.

"O A380 fez um voo de três horas e cinquenta minutos no espaço aéreo francês e o A340-600 um voo de cinco horas sobre a França e a Alemanha", destaca a Airbus.

As duas aeronaves decolaram do aeroporto de Toulouse-Blagnac (sudoeste da França).

"Transmitimos a informação aos fabricantes dos motores e às autoridades responsáveis por verificar a qualidade do ar para ajudar na avaliação das condições de voo", completa a Airbus no texto.

O objetivo dos voos de teste era observar a reações das turbinas e, ao fim do voo, medir a presença de partículas nos motores para ver, se, realmente, nas camadas baixas (da atmosera) o avião recolheu poeiras de cinzas ou não e qual o efeito nos motores.

Cirrus SR20, SR22 G3 e SR22 G2


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16 de abr de 2010

Galeão, Guarulhos e Afonso Pena terão aparelho que permite operar sem visibilidade


Os aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, de Guarulhos, em São Paulo e Afonso Pena, em São José dos Pinhais (PR), serão os três primeiros terminais do país que receberão o aparelho ILS3 que permite pousos e decolagens de aviões sem nenhuma visibilidade.

O aeroporto paranasense será o primeiro da América Latina a contar com essa tecnologia de localização por radar já que é o que registra mais ocorrências de atrasos e cancelamentos de voos por falta de visibilidade em todo o país.

O Ministério da Defesa vai investir R$ 73 milhões até 2013 na ampliação do terminal de passageiros, da área de manobras, melhorias na infraestrutura das pistas e construção de uma terceira pista para pousos e decolagens no Afonso Pena.

15 de abr de 2010

Piloto brasileiro de Air Race cai com avião em rio da Austrália


piloto brasileiro Adilson Kindlemann, 37 anos, ficou levemente ferido ao cair com seu avião em um rio durante um treino da Red Bull Air Race em Perth, região oeste da Austrália.


Os organizadores da competição informaram que Adilson Kindlemann estava consciente ao ser retirado do avião. Ele foi levado para um hospital por precaução.

O espectador Gary French, que acompanhava os treinamentos, presenciou a queda da aeronave no rio Swan. "Vi que um asa atingia a água e depois o avião veio abaixo", contou.

Outras testemunhas afirmaram que o piloto brasileiro ficou poucos minutos na água e que foi salvo por equipes em botes de resgate rapidamente.

A Red Bull Air Race, que acontece em várias cidades de todo o mundo, incluindo o Rio de Janeiro, é disputada por 13 pilotos, que precisam executar voos de acrobacia com velocidades de até 400 km/h.

Kindlemann foi campeão de acrobacia aérea do Brasil entre 2001 e 2004 e é membro honorário da Força Aérea Brasileira.

12 de abr de 2010

Tupolev 154 após a queda

9 de abr de 2010

Lixão de Marabá é interditado por risco à aviação


O aterro municipal de lixo de Marabá, no sudeste do Pará, foi interditado na última segunda (05), por representar risco à operação dos vôos comerciais no aeroporto da cidade, que fica a menos de 7 km de distância do lixão. A interdição foi definida pela Justiça Federal a pedido do Ministério Público Federal, depois de dois anos de tentativas para que a prefeitura tomasse alguma providência.

De acordo com dados do Centro Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), a cada 24 dias é registrada uma situação de risco aéreo no aeroporto de Marabá, por conta das dezenas de urubus que vivem na região, atraídos pelo lixão

O MPF, alertado por relatórios da Infraero e do Cenipa, iniciou em 2005 um processo judicial para tentar resolver o problema. Em 2008, a Justiça Federal deu sentença ordenando que a prefeitura tomasse providências sob pena de interdição do aterro e multa. Na época, o Judiciário concedeu um ano de prazo, até fevereiro de 2009, para que o município encontrasse e desapropriasse outra área para o lixão municipal, fora da Área de Segurança Aeroportuária (ASA).

Quando o primeiro prazo venceu sem que nada tivesse sido feito, o MPF procurou a prefeitura várias vezes para tentar um ajuste de conduta. “Ao que parece, o município prefere continuar arriscando ser responsabilizado pela morte trágica de dezenas de civis, arcando com os custos financeiros (e sobretudo morais) desta situação, do que tomar medidas de precaução – que há muito foram-lhe advertidas, tendo-se concedido prazo especificamente para tais fins. Não o fez. Quedou-se inerte”, relatou à Justiça o procurador da República Tiago Modesto Rabelo, responsável pelo caso em Marabá.

Por causa da desobediência contumaz da prefeitura em resolver o problema, foi iniciativa do MPF pedir a execução imediata da sentença, concedida esta semana pelo juiz Carlos Henrique Borlido Haddad, com a consequente aplicação das multas. Além da interdição do aeroporto, a decisão definiu multa pessoal diária ao prefeito de Marabá, bem como, multa diária de RS 5.000,00 ao município, além da multa de R$ 200.000 que a prefeitura terá que pagar após o trânsito em julgado do processo. As multas poderão ser aumentadas em caso de nova desobediência, afirma o MPF.

Reação

O município de Marabá já recorreu da interdição, pedindo mais tempo e alegando que “o fechamento da área abruptamente sem que o município disponha de outra opção a curtíssimo prazo acarretará um problema sanitário e ambiental de proporções incalculáveis”. Em parecer de hoje, o procurador Tiago Modesto Rabelo concordou: “caminhando pela cidade, nos parece que tais efeitos já estão sendo sentidos, especialmente a suspensão da coleta domiciliar de lixo”.

Mas ressalvou: “a premissa utilizada pelo ente político é equivocada, vez que, aparentemente, tenta transferir para outrem responsabilidade que é sua. No que pese o fato de que a sociedade não deveria arcar com tal consequência, não se pode perder de vista que, ao contrário do que afirma o município, não há que se falar em fechamento abrupto do aterro, uma vez que o descumprimento da decisão judicial se arrasta a quase dois anos, tornando-se insustentável a situação, diante do grave risco de acidentes aéreos”.

Mesmo assim, o MPF adotou solução intermediária e concordou em suspender provisoriamente, por 30 dias, a interdição, até que a prefeitura comprove, através de documentação que está tomando providências para a implementação do novo aterro. Durante a desinterdição, no entanto, o MPF quer que continuem mantidas as multas, tanto contra o prefeito quanto contra a prefeitura, e pede a duplicação do encargo em caso de novos descumprimentos. A decisão do Juiz Federal Carlos Haddad sobre o pedido de suspensão emergencial deverá ser proferida amanhã.

8 de abr de 2010

Ultraleve cai em Luziânia e deixa duas pessoas feridas


Um ultraleve caiu em Luziânia (a 58km da capital federal), no fim da tarde desta quinta-feira (8/4). O acidente ocorreu a poucos metros da pista do Aeroclube de Brasília, de onde a aeronave decolou, e duas pessoas ficaram feridas.

Bombeiros da cidade socorreram Solano Oliveira Rodrigues e Nilvam de Melo Cavalcante ao Hospital Regional de Luziânia. Um teve fratura no braço e o outro um corte na cabeça, mas não correm risco de morrer.

O acidente ocorreu por volta das 17h. A aeronave decolou no aeroclube mas perdeu força e caiu em uma área de mata, atrás da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB).

acompanhe a infeliz manobra

Webjet Linhas Aéreas inaugura loja no Aeroporto de Congonhas


A Webjet Linhas Aéreas iniciou, nesta segunda-feira, dia 5 de abril, a venda de passagens e o atendimento aos clientes no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A nova loja está instalada no saguão principal do aeroporto paulistano, e conta com quatro posições de atendimento, sendo uma para clientes portadores de necessidades especiais.

Para marcar a sua presença no terminal mais importante do país, a empresa desenvolveu um projeto especial para a loja. No novo espaço, a cor verde tem presença marcante em quase todos os elementos da identidade visual, em que a companhia privilegia sua marca e seu ícone de forma generosa nos painéis laterais e de fundo.

Mais informações sobre os novos voos, horários e tarifas podem ser obtidas pelo telefone 0300 21 01234 ou pelo site webjet.com.br.

7 de abr de 2010

Homem ameaça derrubar avião da Qantas usando o poder da mente


Não, não era um mestre Jedi a bordo do voo QF-31, entre Sydney, na Austrália e Cingapura, nesta segunda-feira (5).

No entanto, havia um homem - que parecia estar sob efeito de drogas e/ou álcool - que, delirante, declarou que queria e poderia derrubar o avião repleto de passageiros usando o poder de sua mente.

Em rota, o Boeing 747-438, prefixo VH-OJG, já havia completado cinco das sete horas e meia de voo e, embora o temor de que ele realmente conseguisse seu intento fosse baixo, os comissários de bordo algemaram os braços do homem e suas pernas durante o resto do voo até Cingapura, onde o avião pousou em segurança.

A polícia - que já aguardava a chegada do Boeing - embarcou na aeronave depois que os passageiros desembarcaram e levou o homem em prisão preventiva.

O avião, em seguida, prosseguiu para sua próxima parada, em Londres, sem atraso.