27 de ago de 2010

Polícia apreende três aviões de um dos maiores traficantes do país em Atibaia (SP)

A Polícia Civil prendeu na quarta-feira (25) dois homens suspeitos de participar da quadrilha do traficante Mario Sérgio Arias, 52, conhecido como Panelão e considerado pela polícia como um dos maiores traficantes do país. A prisão dele, divulgada nesta quinta-feira, aconteceu em maio na cidade de Martinópolis (539 km de SP).

De acordo com a polícia, a prisão do traficante foi mantida em sigilo para não atrapalhar as investigações. O trabalho da polícia resultou na prisão de Marcos Júlio Knorre, 42, piloto de avião, e de João Marcos Rolim, 38, genro de Arias.

Eles foram presos em flagrante no hangar de uma empresa de táxi aéreo, em um condomínio de alto padrão na Vila Eldorado, em Atibaia (64 km de SP). No local foram apreendidos 42 kg de cocaína.

A polícia diz que Arias usava a empresa para transportar e distribuir drogas - a suspeita é de que movimentava de 600 a 1.000 kg por mês.

Ele buscava a mercadoria em Ponta Porã, Corumbá (MS) e Cáceres (MT), e a trazia para São Paulo. A polícia localizou imóveis de Arias em SP, Minas e Paraná, e suspeita que sua quadrilha atuava nestes Estados.

Além das prisões, policiais do Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos) apreenderam três aeronaves Cessna e cinco veículos. Os carros foram levados para o pátio do Denarc e as aeronaves serão levadas para Itu (a 101 km de SP).

Resgatado

Segundo registros da polícia, Arias foi preso pela primeira vez em 1981. Na época, já era apontado como um dos representantes paulistas da facção criminosa Comando Vermelho, que atua no Rio.

Ele ficou pouco tempo preso, pois simulou estar doente e foi levado ao hospital, onde foi resgatado por comparsas. Segundo a polícia, ele continuou no ramo do tráfico de drogas e se fortaleceu em 1999, quando montou o esquema de transporte aéreo.

Após sua prisão, em maio, a polícia diz que o esquema criminoso continuou com o genro Rolim e outras pessoas da quadrilha - mais quatro suspeitos são procurados. Um de suas filhas também é investigada.

Fonte: Folha.com

Aeroporto de Barra do Garças (MT) é fechado após incidente com avião de Claudia Leitte


O aeroporto municipal de Barra do Garças (504 km de Cuiabá, MT) foi fechado nesta quinta-feira (26), por determinação da Agencia Nacional de Aviação Civil (Anac), que detectou irregularidades na pista de decolagem e aterrissagem que estava sendo recapeada. O assunto ganhou repercussão porque o jatinho da cantora Claudia Leitte teve dificuldades para descer e reabastecer na cidade.
A obra iniciada em abril deste ano foi suspensa devido à péssima qualidade do serviço, conforme laudo emitido pelos engenheiros da Secretaria de Infraestrutura do Estado de Mato Grosso (Sinfra).

Os engenheiros constataram que estavam usando areia lavada no meio da emulsão asfáltica deixando pedras soltas que poderiam ser sugadas pelas turbinas dos aviões e jatinhos que descem na cidade.

A proibição da Anac é temporária, segundo informou o diretor da Infraero, Lusimar Pereira. “Se a prefeitura cumprir as exigências o aeroporto deve ser liberado até o dia 15 de setembro” explicou Pereira.

O secretário de Comércio, Indústria e Turismo de Barra do Garças, Cláudio Salles Picchi, disse que o problema do aeroporto barra-garcense é crônico e é da época do ex-prefeito Zózimo Chaparral (PC do B), que não cumpriu o plano de melhoria pedido pela Anac em 2007.

Sobre a reforma da pista com recursos fornecidos pelo Estado na ordem de R$ 568 mil, Picchi informou que o prefeito Wanderlei Farias (PR) quando ficou sabendo da péssima qualidade do serviço decidiu suspender o pagamento da empreiteira e por isso demorou para a contratação de outra empreiteira. Todavia, já está sendo providenciada a recuperação da pista.

Além da pista, Anac recomendou melhorias nos banheiros e no saguão dos passageiros. Devido às condições precárias do aeroporto barra-garcense, os vôos comerciais foram inviabilizados na cidade e hoje quem mais faz uso do aeroporto é classe empresarial do agronegócio e políticos.

Os pequenos voos durante o dia serão desviados para Aragarças-GO, entretanto as UTIs aéreas ficam proibidas porque aeroporto vizinho não tem iluminação. “Se houve uma necessidade de tirar alguém da cidade numa UTI aérea estamos impedidos de atender aqui” finalizou Pereira.

Fonte: Ronaldo Couto (Olhar Direto) - Foto: Notícias NX

25 de ago de 2010

Avião da Passaredo derrapa na pista e deixa dois feridos em Vitória da Conquista (BA)


Um avião Embraer ERJ-145 da Passaredo, com capacidade para 50 pessoas, derrapou duas vezes na pista quando tentava pousar no aeroporto Pedro Otácilio de Figueiredo, em Vitória da Conquista (a 509 km de Salvador, na Bahia) por volta das 14h40 desta quarta-feira, 25. Duas pessoas tiveram escoriações leves e foram socorridas por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

De acordo com as primeiras informações, o trem de pouso do jato da Embraer não abriu, forçando a aterrissagem de barriga. Com o impacto no chão, uma das turbinas chegou a pegar fogo, que foi debelado pelo Corpo de Bombeiros. Por conta do acidente, a pista está interditada.

A aeronave levava 35 passageiros, em sua maioria idosos, e ninguém ficou ferido. Três viaturas do Samu foram enviadas ao local para prestar os primeiros atendimentos. A Polícia Militar também foi acionada.

De acordo com a aposentada Railda Góes, de 66 anos, o susto foi grande, já que as pessoas gritavam que o avião estava pegando fogo. A idosa estava vindo de São Paulo com destino a Vitória da Conquista em companhia de sua filha, Viviane Góes.

A pista do aeroporto ficou interditada por 30 minutos e, em seguida, foi reaberta.

A aeronave da Passaredo é a mesma que faz linha São Paulo / Vitória da Conquista / Salvador / Barreiras / Brasília / São José do Rio Preto.

Fonte: Michele Mendes (A Tarde On Line) / Jornal Nova Fronteira - Foto: Néia Rosseto

Avião não decola por problemas no trem de pouso em Divinópolis (MG)

24 de ago de 2010

Sobe para 43 o número de mortos em acidente de avião na China


Aeronave fabricada pela Embraer teria saído da pista e colidido.
Pelo menos 53 feridos foramPelo menos 43 pessoas morreram na noite desta terça-feira (24) após um acidente com um avião de passageiros em um aeroporto na província de Heilongjiang, nordeste da China, segundo a agência estatal xinhua.

Outros 53 feridos foram retirados e hospitalizados, segundo Hua Jingwei, chefe de publicidade do comitê local do Partido Comunista.

Três deles estão em estado grave, disse pouco antes o vice-prefeito da cidade de Yichun, Wang Xuemei.

O acidente ocorreu às 22h10 locais, segundo a Xinhua.

A aeronave era da companhia aérea local Henan, baseada na província chinesa de mesmo nome. Segundo as agências chinesas, tratava-se de um E-190 construído pela brasileira Embraer.

Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa da Embraer disse que a empresa ainda não tem informações sobre o acidente e poderá se pronunciar sobre o assunto mais tarde.

As circunstâncias do acidente ainda não estão claras. A aeronave teria saído da pista durante o pouso em um aeroporto doméstico da cidade, a 150 km da fronteira com a Rússia, colidido e pegado fogo. O avião havia decolado uma hora antes da cidade de Harbim, capital da província.

As agências chinesas informaram que havia 96 pessoas a bordo. Seriam 91 passageiros e cinco tripulantes.
resgatados e hospitalizados.

Seis pessoas sobrevivem à queda de pequeno avião nas Bahamas

Acidente pode ter sido causado por falha no motor e não deixou vítimas.
Duas crianças e uma mulher grávida estão entre os sobreviventes.
Equipes de resgate em barcos salvaram seis pessoas, incluindo duas crianças e uma mulher grávida, que foram encontrados agarrados a destroços de um pequeno avião que caiu na segunda-feira (23) nas Bahamas.

O bimotor Piper Aztec caiu a cerca de 5 quilômetros de Grand Bahama, após um dos motores falhar, disse Jamie Rose, da equipe de resgate.

Os passageiros estavam se segurando na cauda do avião, que flutuava. Rose disse que os seis sobreviventes são das Bahamas e ninguém parecia ter ferimentos graves.

"O avião estava a uma curta distância Walker's Cay, no extremo norte do arquipélago de Grand Bahama, quando caiu", disse Melvin Lundy, um superintendente da polícia das Bahamas.

TMA Teresina FSX

O que tem no cenário:

Aeródromos:

SNNF - Nossa Senhora de Fatima
SNTL - Fazenda Tamburi
CULP - Clube de Ultraleve do Piauí

Outras melhorias:

Ajuste no delineamento dos Rios Parnaiba e Poty
Ajustes no terreno ao redor da cidade de Teresina
Colocação das lagoas que margeiam o Aeroporto de Teresina
Ajustes nas rodovias estaduais e pontes.

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23 de ago de 2010

Monomotor pega fogo em fazenda no PA; polícia investiga


A Polícia Civil do Pará investiga um acidente envolvendo um avião monomotor, ocorrido por volta das 13h30 de domingo (22) no município Xinguara, a 900 km da capital.
A aeronave Skyline 210, de prefixo ainda não identificado, teria caído logo após decolar e incendiado em uma pista de pouso, entre duas grandes propriedades rurais da região, mas, ao chegar ao local, a polícia não encontrou nenhum corpo ou ferido; apenas os destroços da aeronave.

Peritos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 1) seguiram para a área na manhã desta segunda para fazer um levantamento que deve esclarecer em que circunstâncias ocorreu o acidente.

"Inicialmente o que apuramos é que uma caminhonete preta teria encostado no avião, provavelmente para abastecer de mantimentos ou combustível, pouco antes dele decolar", informou o investigador da Polícia Civil, Sílvio André Pereira Dourado, que acompanha as investigações.

Testemunhas deram duas versões para o fato. "Algumas pessoas disseram que o avião caiu e explodiu e outros, que apenas incendiou", disse o policial. Como se trata de uma área de pasto, as chamas da aeronave se alastraram para a vegetação, mas foram controladas pelos Bombeiros. Ainda segundo testemunhas, houve vítimas, mas, até por volta das 11h15, a polícia não havia encontrado. "Primeiro tivemos informação de que que seriam quatro vítimas, depois duas, por isso os bombeiros voltaram hoje (segunda-feira) ao local para fazer uma última varredura", disse o investigador.

Ainda segundo Dourado, até por volta das 11h15 não se sabia quem era o proprietário da aeronave, nem qualquer informação sobre ela. "Os donos das duas fazendas negaram que fossem donos do avião", afirmou.

O relatório preliminar feito pelos peritos pode ser divulgado em um mês e o definitivo, em um ano.

Fonte: Lucy Silva (Terra) - Fotos: Polícia Civil/Divulgação

19 de ago de 2010

Anunciado o sucessor do Flight Simulator X


Simulador de voo 'Flight Simulator' muda de nome e ganhará nova versão

Empresa anunciou o 'Microsoft flight', que está em desenvolvimento para o PC.
Título foi anunciado 28 anos depois de 'Flight simulator 1.0' ter sido lançado.
A Microsoft anunciou que o seu famoso simulador de voo, “Flight simulator”, ganhará uma nova versão. Em desenvolvimento para os PCs, o título se chamará apenas “Microsoft flight” e, de acordo com a empresa, “trará uma nova perspectiva para um gênero com muitos anos de vida”.

“Microsoft flight” foi anunciado 28 anos depois de que o primeiro “Flight simulator 1.0” foi lançado para os computadores. O estúdio interno da empresa, o Microsoft Game Studios, ficou com a tarefa de criar uma versão superior à “Flight simulator x”, que chegou às lojas em 2006

O simulador utilizará um motor gráfico mais moderno para tentar proporcionar uma experiência de voo mais realista para os usuários, que poderão utilizar diversos modelos de aeronaves comerciais reais. Entretanto, poucas informações sobre o título foram reveladas como, por exemplo, a compatibilidade com aviões criados pelos fãs e disponibilizados na internet que são utilizados em “Flight simulator x” e a data de lançamento.

"Hoje, estamos trazendo poderosa, inventiva
experiência de jogo para o PC baseado em Windows. Ao longo dos anos,
capturamos os corações e mentes de milhões de
jogadores, reinventando estas franquias de experiência social,
compartilhadas com suas marcas principais no início d
o nosso retorno para jogos de PC por novos caminhos."

Phil Spencer Corporate - Vice-presidente da Microsoft Game Studios.

fonte: G1

Homem é expulso de avião da GOL após ter surto psicótico

Um homem foi expulso nesta manhã (18) de um voo da Gol que partiu do Rio de Janeiro com destino a Brasília. Antes da decolagem, Eliel Santos teve um surto psicótico e brigou com toda a tripulação.

Ele insistia que a aeronave iria cair, e chegou a gritar e tirar fotos dos outros passageiros. A Polícia Federal foi chamada e Eliel foi expulso do avião sob os aplausos dos que assistiram a cena.

O homem iria para Manaus e deixou o local em uma ambulância do Samu direto para o hospital psiquiátrico da Praça da Harmonia, no centro do Rio. O voo em que ele estava partiu com 40 minutos de atraso.

Fonte: João Vitor Mazini (eBand)

17 de ago de 2010

o que é um Microburst

O microburst é uma coluna de ar desccendente e divergente com ventos em linha reta na superfície diferente de furacões quais têm geralmente os danos convergentes.
O diâmetro do cone de um MICRUBURST severo é de apenas 1600 a 1800 metros, com correntes descendentes (medidas por aviões laboratório) de até 4200ft por minuto, a 2000 ft. de altura, e de 1800ft.por minuto a 1000ft de altura. As descendentes comuns ou MICROBURSTs, geralmente, têm um diâmetro maior de 4 km e a dispersão da descendente ocorre em redor dos 500 pés, não chegando a atingir em cheio um avião próximo ao solo.


Outras características dos MICROBURST.
Microbursts secos
Quando a chuva cai abaixo da base de nuvem ou é misturada com o ar seco, começa a evaporar e este processo da evaporação refrigera o ar. O ar fresco desce e acelera enquanto aproxima a terra. Quando o ar fresco aproxima a terra, espalha para fora em todos os sentidos e este divergence do vento é a assinatura do microburst.

Os microbursts secos, produzidos pelos thunderstorms baseados elevados que geram pouco rainfall de superfície, ocorrem nos ambientes caracterizados por um perfil thermodynamic que exibe invertido-v no perfil do thermal e da umidade, como visto no Enviese-T o diagrama thermodynamic do registro-p. (Wakimoto, 1985) desenvolveu um modelo conceptual (sobre as planícies elevadas do Estados Unidos) de um ambiente seco do microburst que compreendesse de três variáveis importantes: umidade mid-level, uma taxa adiabatic profunda e seca do lapso na camada da secundário-nuvem, e umidade relativa de superfície baixa.

Microbursts molhados
Os microbursts molhados são os downbursts acompanhados pela precipitação significativa na superfície (Fujita, 1985) que estão mais mornos do que seu ambiente (Wakimoto, 1998). Estes downbursts confiam mais no arrasto da precipitação para o acceleration descendente dos pacotes do que o buoyancy negativo que tendem a dirigir “seca” microbursts. Em conseqüência, umas relações misturando mais elevadas são necessárias para estes downbursts para dar forma (daqui o conhecidos “molham” microbursts). O derretimento do gelo, particularmente saraiva, parece jogar um papel importante na formação do downburst (Wakimoto e Bringi, 1988), especialmente no um quilômetro o mais baixo acima do nível à terra (Proctor, 1989). Estes fatores, entre outros, fazem a forecasting microbursts molhados uma tarefa difícil.


Ainda é desconhecido o princípio de sua formação; não são previsíveis, surgem abruptamente sem nenhum aviso prévio; são de difícil detecção, a não ser por meio de radares meteorológicos do tipo DOPPLER; a duração é curta, de 1 a 5 minutos no máximo, o que vem a dificultar seu estudo e as pesquisas.Ocorrem nas áreas de trovoadas convectivas, tanto na zona chuvosa como na zona seca; eventualmente, poderão estar associados a áreas de pancadas de chuva isoladas, ou à VIRGA, i.e., à chuva que se evapora antes de atingir o solo.

EFEITOS DOS MICROBURSTS

De acordo com os cientistas, os MICROBURSTs só não são responsáveis por um maior número de acidentes, em virtude do seu pequeno diâmetro e curta duração.

EFEITO DE UMA DESCENDENTE SOBRE O ÂNGULO DE ATAQUE.


Quando o avião penetra na descendente associada a uma tesoura de vento, ocorre uma mudança da direção do vento relativo, o que reduz o ângulo ( de ataque e a sustentação) ,e o avião começará a perder altura rapidamente.



Os MICROBURSTs, devido às tesouras de vento severas associadas à descendente, podem criar condições que facilmente excedam a capacidade aerodinâmica de qualquer tipo de avião, seja militar ou civil. Ao entrar no MICROBURST, inicialmente ocorrerá um aumento da velocidade indicada ou IAS e uma melhoria da performance. Alguns segundos mais tarde, quando o avião for submetido aos efeitos do vento de cauda e da descendente, ocorrerá uma rápida diminuição da IAS e uma acentuada deterioração da performance. Quanto menor o diâmetro de um MICROBURST, mais prejudicial será seus efeitos sobre a trajetória do avião.

Avião acrobático perde a asa e cai em show aéreo na Argentina


Um pequeno avião perdeu uma asa, pegou fogo e caiu durante um show aéreo neste domingo (15) no aeroporto da cidade de El Trebol, na Argentina.

Dino Moliné, de 22 anos, que pilotava a aeronave Rans S-9 Chaos, não ficou ferido. Em declarações à Radio 2 da Argentina, disse que só ficou com medo quando viu o fogo na aeronave.

Ele salvou sua vida ao ejetar-se acionando o paraquedas balístico. A aeronave também tinha um paraquedas preso a ela durante a queda.

"É a primeira vez que eu uso um paraquedas", disse o jovem, aliviado. "Agora é ter calma ", acrescentou.

"Eu não entendo como isso aconteceu. O avião é relativamente novo, disse Dino quando perguntado sobre os motivos do acidente.

O piloto disse que ele começou a tirar o brevê num curso de aviação com a idade entre 16 e 17 anos. Seu irmão mais velho e seu pai são pilotos.

O fato

Cerca de 3.000 pessoas estavam no aeroporto e ficaram impressionadas com o que foi uma estranha pirueta no ar, mas ninguém imagininaba que aconteceria um acidente.

Segundo o jornal 'El Trébol Digital', O avião perdeu uma asa e, rapidamente, o piloto ativou o sistema de paraquedas balístico que tinha o avião.

O avião caiu a cerca de 500 metros a oeste do setor público e pegou fogo. Bombeiros socorreram o piloto e extinguiram as chamas.

O Show Aereo 2010 de El Trébol contava com três aeronaves Rans S-9 Chaos. Antes, durante as comemorações do Bicentenário, essas aeronaves foram um dos principais protagonistas entre os eventos que ocorreram em Buenos Aires.

PM encontra criança que jogava laser nos olhos de pilotos de avião em BH

A Polícia Militar descobriu nesta segunda-feira (16) o responsável por colocar em risco a vida de pilotos e passageiros de aviões no Aeroporto da Pampulha (foto), em Belo Horizonte com um raio laser. Um menino de oito anos ficava na cobertura de um prédio e usava o aparelho contra os profissionais.

De acordo com o capitão Messias Alan de Magalhães, da sala de operações do Comando de Policiamento Aéreo da PM (Copaer), no último sábado (14), a torre de comando recebeu a denúncia de que alguém ameaçava o trabalho dos pilotos. Eles estariam com dificuldades para pousar no aeroporto da Pampulha.

Uma equipe no helicóptero do Copaer saiu em busca do responsável pela emissão dos raios e descobriu que eles vinham de um prédio, localizado na rua Edna Branda Ferreira, no Bairro Santa Amélia. De acordo com o capitão Alan, o edifício fica na linha de pouso das aeronaves.


No local, a PM descobriu que o responsável pela "brincadeira" era um menino de oito anos. Ele contou aos policiais que não teve a intenção de prejudicar ninguém e que queria apenas se divertir.

O responsável por ele, um homem de 29 anos, foi levado para a Delegacia da Polícia Civil de Venda Nova, onde foi ouvido e liberado. Ele pode responder por atentado à segurança dos transportes aéreo, marítimo ou fluvial.

Fonte: R7 - Foto: Frederico Haikal/Jornal Hoje em Dia

16 de ago de 2010

Chance de raio ter desestabilizado avião é remota, diz comandante


Comandante Ronald Jenkins comenta acidente em San Andrés, no Caribe.
Segundo especialista, avião funciona como condutor durante voos.
O acidente com um Boeing 737-700 na ilha de San Andrés, na Colômbia, dificilmente foi causado por um raio. É o que indica o coordenador de segurança de voo do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas, Ronaldo Jenkins.

"A chance existe, mas é remotíssima", afirma o comandante. "É possível que descargas elétricas tenham alguma influência eletromagnética, desacoplem o piloto automático ou danifiquem algum dispositivo eletrônico, mas é muito difícil."

Segundo o especialista, um avião funciona como um condutor quando está no ar. "O raio entra por um lado e sai pelo outro, normalmente a aeronave não explode ou sofre alteração", explica Jenkins. "Há registro de filmagens com equipamentos durante fortes tempestades, nas quais nada aconteceu."

No solo, o contato com a borracha na pista, isolante térmico, também dificulta a ação do raio na estabilidade do Boeing. "Normalmente o avião está em piloto automático durante este tipo de aproximação, há chance de exister uma pane elétrica, mas é remota", diz o comandante. "Durante reabastecimentos, é possível que a combinação entre vapor de combustível e descarga elétrica cause um acidente, mas essa é também uma situação especial."

Fonte: G1 - Imagem: AFP

Uma pessoa morreu e 114 ficaram feridas.



O brasileiro Ramiro Alves de Almeida, um dos sobreviventes do acidente aéreo que deixou uma pessoa morta e 114 feridas em San Andrés, na Colômbia, contou que após um raio, o avião caiu no começo da pista. "Saí na frente de todo mundo. Naquela situação tudo o que você tem é um instinto de sobrevivência. Pulamos pra asa. Segurei minha esposa que pulou também. Eu só via o fogo e pensava:' vai explodir, isso aqui vai explodir'", disse o tenente em entrevista ao Jornal Hoje.

A assessoria de imprensa do Ministério da Relações Exteriores confirmou a presença de quatro brasileiros no voo 8250, que se acidentou na madrugada desta segunda-feira (16) no aeroporto Gustavo Rojas Pinilla, em San Andrés, na Colômbia, deixando um morto e ao menos 114 feridos. Anteriormente, a assessoria havia informado que apenas três brasileiros estavam no voo e haviam sido hospitalizados.

Segundo a assessoria, os três foram hospitalizados, mas não há mais detalhes sobre seu estado de saúde. O Itamaraty também não divulgou as identidades dos brasileiros.
O Boeing 737-700 da companhia Aires vinha de Bogotá com 121 passageiros e seis tripulantes e enfrentava uma forte tempestade. O acidente ocorreu a cerca de 80 metros da cabeceira da pista.

O aeroporto está fechado. Os passageiros do avião foram retirados imediatamente pelos bombeiros e equipes de resgate, que os transportaram para o hospital Amor de Pátria e a clínica Villareal, em San Andrés.

A empresa lamentou o acidente em nota em seu perfil no site de relacinamentos Facebook e Twitter e informou que disponibiliza uma sala para familiares das vítimas no hotel Sheraton de Bogotá. Telefones foram divulgados para informações de passageiros: 018000949490, 018009120037 e em Bogotá: 8290927. "A Aires lamenta o incidente ocorrido com seu voo 8250 que fazia a rota Bogotá-San Andrés", diz o texto.
As operações aéreas no aeroporto da ilha foram suspensas, enquanto uma comissão da Aviação Civil iniciou uma investigação para estabelecer com precisão as causas do acidente. Pedro Gallardo, governador de San Andrés, disse que foi "um milagre" o fato de apenas uma pessoa ter morrido. "Foi um milagre e temos que agradecer a Deus". A ilha de San Andrés é um dos principais balneários turísticos da Colômbia e no mar do Caribe.

De acordo com o coronel da Força Aérea colombiana Gustavo Barrero Barrero, em entrevista ao jornal El Tiempo, a aeronave se partiu em três após ter sido atingida por um raio que causou "descontrole". "Ao aterrissar, foi sacudido por uma descendente e acabou se partindo em três pedaços", acrescentou a polícia nacional em um comunicado. O texto afirma ainda que, depois do acidente, os passageiros ficaram literalmente espalhados pela pista.

Uma mulher morreu no caminho do hospital e foi identificada como Amar Fernández de Barreto. Segundo a mídia local, ela teria morrido após um ataque cardíaco

Avião com comitiva de Senador do AM quase se choca com caminhão


Imagem registra o exato momento que o avião que transportava o senador Alfredo Nascimento era atrapalhado pelo caminhão
O avião no qual estava o senador Alfredo Nascimento e sua comitiva teve que arremeter para não se chocar com um caminhão que entrou na pista de piçarra onde pousam as pequenas aeronaves que se deslocam para Urucurituba, município a 208 quilômetros a leste de Manaus, no Amazonas. Graças a habilidade do piloto, identificado como Comandante Pascoal, ninguém saiu ferido.

Não existe aeroporto em Urucurituba .A pista improvisada fica ao lado de uma estrada e o caminhão saiu da estrada e entrou na pista, sem perceber que o avião estava atrás. Candidato ao governo do Amazonas, Alfredo Nascimento foi com a comitiva fazer campanha eleitoral no município e no vizinho Boa Vista do Ramos.

Fonte: d24am.com - Foto: Alex Pazuello/Divulgação

Monomotor faz pouso forçado em fazenda perto de Goiânia

Incidente não deixou feridos e a Aeronáutica investiga as causas

O piloto de um avião de pequeno porte foi obrigado a fazer um pouso forçado em uma área rural, no Setor Aruanã, próxima de Goiânia no início da noite de sexta-feita (13). O monomotor, que decolou em São José dos Campos (SP), teve problemas durante o voo.

Duas pessoas estavam a bordo, um aluno e um instrutor de voo, que não ficaram feridos. Segundo a Polícia Militar, os homens disseram que o motor da aeronave sofreu pane seca, que significa que o avião ficou sem combustível.

A Aeronáutica investigará o caso e deve apresentar o laudo do ocorrido em 30 dias.

Fontes: R7 / Diário da Manhã

13 de ago de 2010

Brasília entra na briga por fábrica de aviões

O GDF estuda pacote de incentivos para atrair a holandesa Next Generation Aircraft, que negocia com quatro países a instalação de um complexo industrial para produzir um modelo de jato regional. Além do Brasil, Argentina, África do Sul e Turquia estão no páreo.
A acanhada indústria brasiliense pode receber um reforço de peso para turbinar a economia local. O Governo do Distrito Federal entrou na briga para trazer a fábrica de aeronaves da holandesa Next Generation Aircraft. Quatro países estão na lista de interessados: Argentina, África do Sul, Brasil e Turquia. Na disputa interna, Minas Gerais e Goiás manifestaram interesse. O governador do DF, Rogério Rosso, participou no início do mês, em Amsterdã, de uma reunião com os executivos da empresa e trouxe na bagagem uma carta de intenções assinada pelo presidente da companhia, Jaap Jacobson, para a instalação de um complexo industrial na cidade. Com investimentos de R$ 1,6 bilhão, o negócio pode movimentar R$ 4 bilhões por ano e gerar 10 mil empregos diretos.

O objetivo é recriar o Fokker 100, do grupo Rekkof. A aeronave, batizada como F100-NG, teve a aerodinâmica modernizada e recebeu novos motores e equipamentos eletrônicos. A empresa trabalha no novo modelo desde o fim de 2008 e recebeu, neste ano, um crédito de 20 milhões de euros (o equivalente a R$ 45 milhões) do governo holandês para dar andamento ao projeto. A expectativa da NG Aircraft é fazer o primeiro avião voar em 1º de outubro de 2015. Em 2017, será lançado o F70-NG, de menor porte. Para tanto, a empresa escolherá a cidade-sede da montadora no próximo 30 de setembro.

Para conseguir atrair o negócio, o Distrito Federal precisa dispor de área para instalação do parque industrial, de uma boa política fiscal e de um pacote de incentivos. O GDF tem três locais para oferecer: dois na saída norte, um próximo a Sobradinho e outro na altura da Granja do Torto; a terceira opção fica na DF-140, perto da estação de rádio da Marinha. A área mínima para abrigar o projeto é de 300 hectares — três milhões de metros quadrados, o equivalente a 300 campos de futebol. As terras pertencem ao GDF e poderão ser repassadas à fabricante por meio do Programa de Promoção do Desenvolvimento Econômico (Pró-DF(1)).
A ideia empolga tanto o governador que ele quer criar o Polo Aeronáutico de Brasília para abrigar o terminal de cargas local e a montadora. “O êxito desse projeto vai inserir definitivamente o Distrito Federal na produção de alta tecnologia global”, diz Rosso. Segundo ele, o desafio urgente é encontrar parceiros que apostem no projeto. “O mundo está atento a Brasília e só é preciso perceber as oportunidades.”

Parque
A NG produzirá, inicialmente, 75% da aeronave fora da Holanda. Apenas a cabine será feita no país europeu, que tem a tecnologia e a licença para tanto. Para montar a maior parte do avião, é necessária a produção de 36 mil itens, distribuída em um parque industrial formado por 14 fábricas. As peças são enviadas para a montadora, que fica no centro do terreno. Depois de cinco anos, a empresa holandesa passará a fabricar todo o avião no local.

Cada fábrica do complexo deverá gerar em média 700 empregos. Para o presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra), Antônio Rocha, a cidade tem condições de suprir a mão de obra técnica. “As universidades de Brasília formam muitos jovens capacitados. Além disso, o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem) prepara-se para começar, no Gama, um centro de formação justamente para o setor”, diz Rocha. De acordo com o presidente, a iniciativa do GDF pode dar à indústria um papel fundamental na economia local.

O valor para instalação do complexo é de 700 milhões de euros — R$ 1,6 bilhão. A NG procura um parceiro brasileiro para viabilizar 30% dos custos. Para tanto, linhas de créditos como a do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Socialv (BNDES) podem ser fundamentais para avalizar a instalação.

Uma vantagem à disposição da capital da República é o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). Os recursos são oferecidos pelo governo federal para gerar o desenvolvimento econômico da região, mas o fundo é subutilizado pelos empresários locais. Só em 2010 foram previstos R$ 4,1 bilhões para todos os Estados — DF, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul —, sendo R$ 789,6 milhões para o setor empresarial brasiliense. Até o fim de julho, apenas 19,75% do montante havia sido emprestado no Distrito Federal. Se os R$ 633 milhões restantes não forem usados até o fim de setembro, eles retornarão aos cofres da União.

Custos
O F100-NG tem capacidade para 122 passageiros e o F70-NG, para 85. A produção de cada aeronave na Europa gira em torno de US$ 10 milhões (R$ 17,7 milhões), com preço de venda de US$ 28 milhões (R$ 49,5 milhões). O objetivo é aproveitar a mão de obra e os benefícios brasileiros para reduzir esses custos. Para os primeiros 12 meses de funcionamento, o parque industrial deverá produzir 60 unidades, com aumento gradativo para, em cinco anos, alcançar a fabricação anual de 84 aeronaves. O faturamento inicial esperado é de R$ 3 bilhões, podendo ultrapassar rapidamente a faixa de R$ 4 bilhões.

1 - Incentivos
Por meio do programa Pró-DF, o governo pode ceder terrenos para a instalação de empreendimentos, com descontos de até 95% nos preços dos lotes fornecidos pela Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap). O Pró-DF também concede incentivos fiscais e econômicos às empresas, como a isenção do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

O número
10 mil - Volume de empregos diretos que seriam gerados pelo complexo da produção de aeronaves.


Aeronave remodelada
O F100-NG chega com a promessa de competir com a brasileira Embraer e a canadense Bombardier, empresas que dominam o mercado de aeronaves de 80 a 110 assentos. O avião substitui o antigo Fokker 100, mas promete ser superior e mais barato do que o antecessor e seus concorrentes. O projeto prevê a produção de um modelo mais leve, econômico e silencioso, além de ser menos poluente (veja o quadro). O custo de manutenção e de venda é estimado para ser 15% mais barato.

O Fokker 100 parou de ser produzido em 1996, mas ainda voa no mundo inteiro. No Brasil, é utilizado pela Ocean Air e pela Avianca. O modelo traz más lembranças aos brasileiros devido a um grande acidente aéreo em 1996, em São Paulo, com a morte de 99 passageiros. A aeronave caiu em um bairro residencial próximo ao Aeroporto de Congonhas.

A empresa remodelou o avião e previu novos itens de segurança. Para a manete do reverso, que serve para inverter a pressão da turbina e fazer a aeronave frear e que ficou famosa em outro acidente na capital paulista envolvendo um modelo Airbus, foi desenvolvido um sistema a fim de detectar qualquer tipo de problema e acionar automaticamente o equipamento.

Representantes da Next Generation estarão no fim de agosto em Brasília para dar prosseguimento às negociações e conhecer o projeto do GDF. O Distrito Federal é considerado um ponto estratégico pela empresa. Um dos maiores mercados são os Estados Unidos, que, somados aos outros países da América, representam um alto potencial de expansão. “O Centro-Oeste oferece perfeitas condições climáticas, geográficas e econômicas para a produção das aeronaves”, acredita o governador Rogério Rosso.

Avião que caiu na Baía de Guanabara sofreu pane elétrica

O Learjet que caiu nesta quinta-feira de manhã na Baía de Guanabara sofreu pane eletrônica cinco minutos depois de decolar do Aeroporto Santos Dumont. A informação é do diretor operacional da Ocean Air Táxi Aéreo, empresa à qual pertence o avião. Santos confirmou que o comandante Arantes, piloto de 62 anos de idade e 40 de brevê, estava indo para o Aeroporto Internacional Tom Jobim. O avião voava ainda em baixa altitude, a menos de cinco mil pés, quando todos instrumentos de navegação e comunicação se apagaram. Ele acionou o transponder, equipamento que avisa a radares em terra sobre a ocorrência de problemas. Voltou, conseguiu pousar, mas perdeu o controle da velocidade do avião, e tentou impedir a queda na água fazendo um “cavalo de pau”, ou seja, virando o avião bruscamente. O diretor da Ocean Air disse que o Learjet foi fabricado em 1986, e passou pela última vistoria anual há três meses.

O piloto, o co-piloto e um terceiro funcionário da empresa aérea ficarão de licença por pelo menos três dias,e passarão por exames médicos e psicotécnicos que determinarão quando e se voltarão a voar. O primeiro laudo sairá em cinco dias. A operação de resgate da aeronave durou o dia inteiro. Só Às 17h30 a aeronave foi rebocada para o hangar no Santos Dumont, onde será periciada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e também pela seguradora. O diretor da OceanAir acredita que a seguradora deverá considerar perda total do avião, avaliado em 16 milhões de reais, já que ele ficou mais de uma hora e meia dentro da água salgada. Antes da reaberura, a pista principal passará por limpeza com a ajuda de um caminhão varredor, que aspira vestígios de areia e barro possivelmente trazidos pelos pneus dos guindastes e caminhões de resgate.

Segundo previsão da Infraero, a pista principal não deve reabrir antes das 23h, horário de fechamento do aeroporto. Assim, a limpeza continuará durante a madrugada e a expectativa é de que a partir das 6h da manhã, o aeroporto esteja operando em capacidade plena. Ao longo da quinta-feira, o aeroporto foi fechado várias vezes. De 226 previstos, 65 foram cancelados e 33 sofreram atrasos superiores a uma hora.


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FONTE: VEJA

Especialista mostra problema na pista do Santos Dumont


O acidente com o avião Learjet da OceanAir, que caiu na manhã desta quinta-feira na Baía de Guanabara ao tentar um pouso de emergência no Aeroporto Santos Dumont, trouxe à tona uma discussão antiga e recorrentemente deixada de lado. A falta de área de escape - que em 2007 resultou em tragédia no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com a morte de 199 pessoas - é um problema conhecido que afeta dois dos maiores aeroportos do país. O agravante, em ambos os casos, é o fato de as pistas estarem situadas no meio de áreas urbanas densamente povoadas.

A maioria dos acidentes registrados na aviação mundial tem características semelhantes ao que aconteceu no Santos Dumont, ou seja, acontece durante o pouso ou a decolagem e não costuma ter maiores consequências. O coordenador do Grupo de Análise de Risco Tecnológico Ambiental da Coppe/UFRJ, Moacyr Duarte, lembra que esse tipo de incidente é relativamente comum e a solução é do conhecimento público. "Na época do acidente da TAM se falou muito nisso. A solução seria mudar o aeroporto de lugar. A gente tem que se perguntar se é mesmo necessário ter um aeroporto no meio da cidade. O que me parece é que a sociedade diz que sim. Afinal, é mais cômodo para todos", afirma o especialista, alertando para o risco de voar de um desses aeroportos. "É um risco assumido pelo usuário e pelas empresas. Sempre que há um incidente no qual se ultrapassa o limite da pista, há risco de termos uma tragédia", adverte.

No Aeroporto Santos Dumont, apesar de não haver uma área de escape formal, o mar acaba cumprindo essa função. Mesmo não sendo o ideal, esse detalhe pode ter evitado a morte não só dos três tripulantes, mas também de um sem número de pessoas. "Em Congonhas teria sido um terror. No Rio, pegou a água. Em São Paulo, teria invadido uma daquelas avenidas. Uma colisão estimada a 170 km/h em uma massa de água ou em uma parede tem consequências bem diferentes", compara Duarte. "Se fosse em Garulhos ou Galeão, que têm área de escape, não haveria consequências", afirma.

O diretor operacional da OceanAir Táxi Aéreo, Ricardo Santos, também tem críticas à pista do aeroporto carioca. "Em se tratando de Santos Dumont, a chance de o piloto ultrapassar o limite da pista no pouso de emergência é muito grande. A pista tem cerca de 1300 metros, é considerada pequena. O Learjet é preparado para pousar em uma pista de 800 metros, mas, em condições adversas, o ideal é que tivéssemos pelo menos o dobro: 1 600 metros", explicou.

Para o especialista da Coppe, ainda é cedo para opinar sobre as causas do problema que provocou o acidente. "Só saberemos o que houve quando as perícias forem concluídas. Mas no serviço de táxi aéreo, os clientes pagam caro e são exigentes, os problemas de manutenção não são frequentes", afirma Duarte. E por falar em consumidores exigentes, o analista de risco projeta a possibilidade de transtornos muito maiores em um futuro próximo. "Esse tipo de acidente acontece. Já pensou se tivermos que fechar um aeroporto por 30 minutos durante a Copa ou as Olimpíadas por conta de um caso como esse?"

Fonte: Rafael Lemos (Veja.com) - Foto: Genilson Araújo (Agência O Globo)

Outros Incidentes no SDU







12 de ago de 2010

Jatinho executivo cai na Baía da Guanabara



Um jatinho executivo caiu na Baía de Guanabara do Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, na manhã desta quinta-feira (12/8).

De acordo com os bombeiros que atuam no aeroporto, três passageiros foram resgatados por homens da Brigada de Incêndio do aeroporto sem ferimentos graves. Ainda não há informações sobre o que teria provocado o acidente.

Um catamarã que navegava nas proximidades do acidente auxiliou no resgate dos três passageiros. Por causa do acidente, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou que as operações de pousos e decolagens no Santos Dumont estão suspensas.

Neste momento, lanchas da Capitania dos Portos e do Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros estão no local do acidente e bombeiros mergulhadores tentam retirar a aeronave do mar com a ajuda de cabos.

11 de ago de 2010

Oshkosh

Para analistas, novo caos aéreo, como o provocado pela Gol, é questão de tempo

Despreparo das empresas e saturação dos aeroportos sinalizam um período difícil para os que pretendem viajar de avião nos próximos meses

São grandes as chances de cenas como as de sufoco protagonizadas pelos passageiros da Gol nos últimos dias voltarem a acontecer ainda este ano nos aeroportos do país. A associação do crescimento econômico do país ao aumento no número de promoções das passagens está produzindo uma explosão na demanda por voos nacionais e internacionais. Estudo elaborado pela consultoria Lafis constata que os aeroportos não estão preparados para tamanha procura e é elevado o risco de que ocorra um novo caos aéreo.

“Com as atuais perspectivas de crescimento econômico do país, acho difícil que a infraestrutura dos aeroportos consiga atender a demanda de forma adequada. A possibilidade de caos aéreo hoje é considerável”, afirma Jonas Okawara, analista da Lafis. Segundo ele, os aeroportos já estão operando no seu limite de capacidade e, se houver qualquer aumento repentino de passageiros, dificilmente o sistema aéreo conseguirá responder rapidamente à mudança. “Se houver uma chuva forte num período como o das férias, haverá uma tendência muito forte de que ocorra o pior”, reforça.

A Lafis estima que a procura por voos domésticos em 2010 crescerá 35,2% devido à elevação da renda, com o maior acesso das classes C e D aos serviços aéreos e à expansão dos destinos pelas companhias. No mercado de voos internacionais, a tendência de valorização do real ante o dólar e de aumento da renda média devem gerar um incremento de 18,4%.

Sedução

Os dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já mostram a tendência de forte crescimento da demanda. No entanto, a expansão da oferta não acontece na mesma proporção, o que significa que as companhias aéreas também não estão preparadas para atender ao aumento da procura. Nos cinco primeiros meses do ano, a demanda por voos domésticos cresceu 29,9% e a oferta, 19,7%; a demanda por voos internacionais avançou 11,7%, enquanto a oferta recuou 0,4%.

Apesar desse descompasso, as companhias aéreas não se intimidam em inovar nas passagens para seduzir os consumidores. Já é possível encontrar bilhetes da TAM nas Casas Bahia; da Azul, nos supermercados; e pagar o tíquete da Webjet por meio de boleto bancário. Diante de tais facilidades, as condições macroeconômicas do país favorecem o aumento da demanda. A Lafis estima que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá 6,8% em 2010; o rendimento médio, 3,0%; e a massa salarial, 5,1%. Para 2011 e 2012, a consultoria prevê incremento na demanda por voos de 7,3% e 7,1%, respectivamente, números que só não serão maiores por causa da expectativa de aumento no preço do petróleo, encarecendo as passagens.


Cenário nebuloso

Segundo Okawara, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2 e a intenção do governo de captar investimentos em infraestrutura até a Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016 podem significar perspectivas melhores no longo prazo. “O problema é que tais investimentos não vão acontecer agora. No curto prazo, o cenário no setor aéreo é muito nebuloso”, alerta o analista.
O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), José Márcio Mollo, concorda com essa visão. Ele diz que a maioria dos projetos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) para a Copa ainda nem começaram a sair do papel. “Os aeroportos brasileiros estão saturados. Brasília é um dos mais problemáticos e já está operando com dois milhões de passageiros acima da sua capacidade. Como os processos de contratação da Infraero são lentos devido à exigência das licitações, as obras necessárias para desafogar o tráfego não avançam no ritmo desejado”, afirma. “O maior problema da aviação hoje não é somente a falta de infraestrutura aeroportuária, mas também a má gestão dos aeroportos”, critica.

De acordo com dados da Infraero, estão previstos investimentos de R$ 1,5 bilhão nos aeroportos neste ano. Entre 2011 e 2014, o desembolso programado é de R$ 9,7 bilhões. No entanto, a maior parte das obras listadas pela estatal e que estão voltadas para a Copa têm previsão de conclusão para 2013. Esse prazo é considerado muito longo para o presidente do Snea. “Antes disso, haverá colapso”, alerta Mollo.

Sobram problemas

Os problemas nos aeroportos brasileiros vão além do descaso das companhias aéreas com o passageiro e que ainda não foi minimizado com as novas regras impostas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) desde meados de junho. Overbooking e falta de informações precisas sobre o portão de embarque são alguns dos problemas mais comuns enfrentados pelos viajantes, sem falar dos atrasos nos voos. Por fim, existem as denúncias sobre o descumprimento das leis trabalhistas pela Gol, investigada pelo Ministério Público do Trabalho. Ontem, o MPT realizou uma audiência com a empresa em São Paulo, na qual ela negou as acusações. O Ministério Público informou que enviou um ofício à Anac pedindo mais detalhes sobre a Gol e a Webjet para investigação nesse sentido.

Em meio ao caos provocado pela confusão no sistema de escala da tripulação da Gol, o Ministério Público também encaminhou na semana passada um ofício para a Anac e para a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) no qual solicitou, entre outras coisas, a informação sobre as medidas emergencialmente adotadas para equacionar o problema dos atrasos.

Questão antiga

Mas os alertas sobre um colapso no transporte aéreo brasileiro não são de agora. Há mais de dez anos, o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, o maior do país, já dava sinais de saturação. Enquanto isso, a proposta de privatização da Infraero, responsável pela administração de 67 aeroportos no país, como forma de acelerar os investimentos nos aeroportos foi engavetada em meio ao movimento de privatizações dos governos FHC e também esquecida nos governos Lula.

De lá para cá, pouco mudou, especialmente na capacidade dos principais portões de entrada de turistas e de investidores estrangeiros no país. Enquanto isso, o movimento dos aeroportos só cresceu. De janeiro a junho deste ano, por exemplo, saltou 22,5% em comparação ao mesmo período de 2009.

No início deste ano, o Sindicado Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) divulgou um estudo apontando a criticidade do sistema e a necessidade dos investimentos urgentes em infraestrutura nos aeroportos, que ainda são carentes de projetos inovadores como os da China e da Índia.

E o estudo elaborado recentemente pela Lafis segue a mesma linha e aponta que nos aeroportos nacionais faltam áreas de armazenagem, instalações para produtos especiais e mão de obra.

Fonte: Mariana Mainenti e Rosana Hessel (Correio Braziliense)

10 de ago de 2010

"Já dormi algumas vezes durante o voo", diz copiloto da Gol, ao relatar excesso de viagens

Em meio ao novo caos aéreo que se instalou nos aeroportos nessa semana, tripulantes da companhia aérea Gol acusam a empresa de desrespeitar a legislação trabalhista e obrigá-los a cumprir jornadas de trabalho “desumanas”. Por conta do problema, copilotos entrevistados pelo UOL Notícias afirmam que é comum tripulantes dormirem em plena cabine do voo.

Um copiloto de 31 anos baseado em São Paulo, funcionário da Gol desde 2005, disse que ele mesmo e vários colegas já pegaram no sono durante viagens. “Eu já dormi algumas vezes em voo. Estamos bem sobrecarregados mesmo, e está complicado de manter a cabeça no que estamos fazendo. Precisamos de tranquilidade e de uma jornada decente, mas o que acontece é que somos explorados ao máximo”, disse o tripulante, que preferiu não se identificar para não sofrer retaliações da empresa.

Desde o último fim de semana, um alto índice de atrasos e cancelamentos em voos da empresa prejudica o funcionamento dos aeroportos e atrapalha a vida dos passageiros em todo o país. Em reunião convocada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) nesta terça-feira, a Gol afirmou que problemas em um novo software para planejamento das escalas dos funcionários gerou "dados incorretos que culminaram no planejamento inadequado da malha aérea e da jornada de trabalho dos tripulantes”.

Passageiros recorrem ao juizado especial

Após 3 dias de muito tumulto, confusão, gente dormindo no chão e filas, a situação no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, finalmente começa a se normalizar. Os passageiros que recorreram ao juizado especial elogiam o serviço

Mais em UOL Notícias
Um outro copiloto que também não quis se identificar afirmou que quando não há uma jornada de trabalho regular não é “incomum piloto e copilotos dormirem em pleno voo”. “Pedimos para o chefe de cabine ir de meia em meia hora checar se há alguém acordado. É um risco enorme, e tudo isso foi muito agravado em julho”, diz o funcionário, de 30 anos, há quatro na Gol.

O tripulante narra um episódio ocorrido com um comandante com quem voou recentemente. “Ele estava com duas olheiras enormes, parecia um zumbi. Estava com 95 horas de voo na semana, viajando pela quarta madrugada seguida, dormindo apenas três horas por dia. Ele pediu para eu o acordar na hora de fazer o táxi do avião. Eu o acordei, mas ele me pediu para dormir mais um pouco e só acordá-lo na hora do pouso. O acordei novamente só bem na hora de pousar. O cara estava mal”, relata.

Como começou o caos
Após se reunir com o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), a Gol aceitou reformular as escalas para impedir que os tripulantes continuassem trabalhando mais do que o permitido. Com menos mão-de-obra, a Gol não conseguiu dar conta de todos os voos que estavam programados, o que acabou resultando no caos sentido por passageiros em vários aeroportos do Brasil.

Segundo tripulantes da companhia, há muito tempo os funcionários estão sendo submetidos a condições de trabalhos inadequadas, em desacordo com a legislação trabalhista que regulamenta a categoria. De acordo com eles, em julho ocorreu um agravamento da situação, após o problema com a nova escala, que é operada por computadores e foi instalada em substituição ao modelo anterior, controlado manualmente.

“O sistema novo não computa algumas variáveis presentes na legislação brasileira. Ele não considera os atrasos e os cancelamentos de voos, nem fechamento de aeroportos por conta do mau tempo, por exemplo”, diz uma chefe de cabine de 30 anos, que trabalha na Gol há sete e preferiu não se identificar com medo de sofrer retaliações pela empresa.

“Essa falha gerou um ‘efeito dominó', que refletiu em toda malha aeroviária. Os tripulantes que já haviam trabalhado mais do que o permitido tiveram que parar. Aí começou o assédio moral e as ameaças da empresa para obrigar os funcionários a trabalhar e a desrespeitar a legislação”, afirma.

Greve convocada para 13/08
Em um blog criado para mobilizar a categoria e em listas de emails, os trabalhadores convocaram uma greve para o próximo dia 13. Na convocatória para a paralisação, além de reivindicar uma escala “mais humana”, os trabalhadores exigem aumento salarial de 25% para toda a categoria, planos de saúde e previdência privada, além da implementação de plano de carreira para todos os funcionários.

A chefe de cabine afirma que a categoria sofreu uma defasagem salarial de 50% nos últimos 10 anos, o que está fazendo com que muitas pessoas desistam da função. “No início da década um tripulante da Varig recebia R$ 40 por hora de voo, em média. Hoje é de R$ 22. Nossa função é estressante. Tripulante fica cinco, seis dias fora de casa, trabalha dia e noite, não pode frequentar nenhuma atividade fixa, vive por escala”, diz.

Brechas na lei trabalhista
De acordo com a Lei do Aeronauta (Lei 7.183/84), por questões de segurança operacional, um tripulante de avião a jato não pode exceder 85 horas de voo por mês, 230 horas por trimestre e 850 horas por ano. O texto também impede que a tripulação que cumpriu três horas de jornada entre 23h e 6h viaje na madrugada do dia seguinte.

Blog do Sakamoto: Trabalhador paga a conta pelo caos aéreo
Maria Inês Dolci: Consumidor não pode ser penalizado
Aplicativos para celular mostram voos atrasados no Brasil e no mundo
Há três brechas na lei, segundo aeronautas entrevistados pela reportagem. Para o comandante Carlos Camacho, diretor do SNA, algumas empresas aproveitam uma falha no texto da regulamentação da categoria e obrigam os tripulantes a trabalhar durante várias madrugadas seguidas.

“As empresas se apropriaram de uma falha na regulamentação que permite uma interpretação segundo a qual só não podem ser escalados na madrugada seguinte os tripulantes que voltaram à sua base. O problema é que muitas vezes os trabalhadores viajam de madrugada, mas não voltam para sua base, vão para outras cidades”, diz. “Mas o que está em questão é a condição física do ser humano, e não a cidade para onde o tripulante vai”, afirma.

Já o copiloto de 30 anos que falou com a reportagem disse as empresas encontraram um outro “buraco” na lei. “Se o tripulante chegar na base entre 23h e 6h, não pode ser acionado para voar na noite seguinte. Mas se ele decolar 22h e pousar 6h05, por exemplo, as empresas dizem que não há problema nenhum e esfregam a lei na nossa cara. A regra foi mal escrita”, diz.

Uma outra chefe de cabine, que possui 31 anos e está há seis na Gol, afirma que além do excesso de trabalho, os tripulantes estão sujeitos a riscos decorrentes da falta de infraestrutura adequada no espaço aéreo brasileiro.

“Existem ‘buracos negros’ na região do norte do país, nos quais não há comunicação entre piloto e torre”, diz. “Uma vez, saindo de Fortaleza para Natal, desviamos de um tucano (aeronave de pequeno porte) a um pouco mais de 100 metros. Uma amiga que tripulava no dia 1º de agosto num voo do Recife para Campinas contou que a aeronave quase colidiu com um avião cargueiro, que teve que arremeter o pouso para não ter colisão. Infelizmente só dão importância para isso quando aconteceu um acidente”, conta.

Outro lado
Por meio da sua assessoria de imprensa, a Gol negou que desrespeita a legislação trabalhista e obriga os funcionários a trabalhar mais. A companhia disse que os problemas com atrasos e cancelamentos foram causados justamente porque o limite de horas trabalhadas pelos tripulantes foi respeitado. A Gol afirmou ainda que o problema com a escala foi resolvido.

A Anac informou que está acompanhando a normalização da situação e fiscalizando o cumprimento da lei do aeronauta.

Plano de Vôo

links para baixar o manual de Plano de Vôo(ICA 100-11) e o manual de preenchimento do Plano de Vôo (MCA 100-11)

ICA 100-11

MCA 100-11

Avião erra pouso, bate em poste e assusta 137 pessoas

Um avião da TAM atingiu um poste de concreto de sustentação de alambrado e pousou cerca de 50 metros antes da pista do aeroporto de Rio Preto, ontem de manhã. A aeronave, que decolou às 7h55 do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, teve um de seus pneus traseiros furados no incidente e passou por manutenção. Nenhum dos 137 passageiros se feriu.

Segundo o empresário paulistano João Paulo Lipai, 29 anos, que estava a bordo, o pior momento da aterrissagem foi quando as rodas do avião entraram na pista. “Existe um desnível entre o gramado e o asfalto. Já tínhamos sentido dois trancos: devido à colisão contra o alambrado e pelo contato com o solo. Mas a entrada na pista foi a hora de maior apreensão”, afirma.

Ainda de acordo com o empresário, os passageiros ficaram assustados, mas ninguém precisou de atendimento médico. “Depois da entrada na pista a situação foi controlada e só fui descobrir o que realmente aconteceu mais tarde, pelos meios de comunicação”, diz Lipai.

O aposentado Valter Custódio Xavier Junior, 58, estava com o filho João Vitor, 3, na avenida Engenheiro Rui Seixas na hora da aterrissagem. “O avião passou muito baixo. Parecia que ia bater contra as placas de propaganda (outdoors) da avenida”, afirma. “Quando ele tocou o solo, levantou muita poeira. Por pouco não acontece um acidente mais grave.”

Thomaz Vita Neto

Dos 137 passageiros a bordo, 107 desembarcaram em Rio Preto e 30 seguiram viagem para Cuiabá, às 12h20, em aeronave reserva da companhia
Falha

Segundo Cláudio Jorge Pinto Alves, professor do Departamento de Transportes do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), uma aeronave de grande porte, como a que pousou em Rio Preto - um Airbus 319 de 64 toneladas e capacidade para 144 passageiros -, deveria ter passado pela cabeceira da pista a 15 metros de altura e tocado o solo depois de 400 metros do início do asfalto.

A assessoria da TAM não informou o que motivou o problema na aterrissagem. “O incidente pode ter sido provocado por uma falha humana, caso o piloto tenha fornecido uma informação equivocada para o computador do avião, ou mecânica, caso os instrumentos de voo estivessem desregulados”, diz Alves. O caso será apurado pelo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa). Um laudo apontando as falhas será enviado à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 30 dias.

Atrasos

O problema no Airbus provocou atraso em outros dois voos da TAM. O primeiro deles, marcado para as 9h35, seria realizado na própria aeronave e teria como destino Cuiabá (MT). Como o avião passou por manutenção, outra aeronave veio de São Paulo para levar os passageiros. O avião decolou às 12h20. Mais tarde, o voo com destino a São Paulo e decolagem prevista para as 13h55 só saiu às 16h15, gerando transtornos para os passageiros. “Tinha uma audiência na Receita Federal de São Paulo às 16h. Vou ver se consigo remarcá-la para amanhã (hoje)”, disse o advogado Massao Samed, 33.

“O que mais incomoda é a falta de respeito da companhia com seus clientes”, afirma o cientista político Humberto Dantas. “O voo atrasou mais de duas horas e nenhum funcionário veio me perguntar se eu precisava de alguma assistência.” A aeronave que se envolveu no incidente pela manhã decolou para São Paulo ontem à noite, às 19h50.

Boeing Ariane ( Novos Modelos )



- Modelo na ultima versão
- Sons Realisticos
- NavData
- Airline Update
- Splash Screens
- Manuais

Lembrando que os Ariane NÃO tem painel 2D, eles tem uma visão fixa no painel 3D que se parece com a 2D, para escolher as visões basta apertar CTRL+S que vai aparecer o menu para a escolha da camera, sempre faça isso quando estiver no Virtual Cockpit!!!

DOWNLOAD

St Maarten 1.2 Update (FSX) Beta

A FlyTampa lançou um update para o cenário de St. Maarten (versão FSX).

This update works for both the Complete and TNCN-Single version. There maybe small errors, so I am labeling it Beta for now.

Runway 10/28
Volumetric grass
Denser vegetation (from Grenadines)
Fixed LOD system
Improved ground Textures for FSX blending
New Maho wave textures
Includes all previous fixes (pink wall, autogen shadow etc)

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9 de ago de 2010

Funcionários denunciam problemas da Gol: salários abaixo da média, jornada excessiva e falta de benefícios são principais queixas

Dona de 40% do tráfego aéreo doméstico, a Gol está passando por uma de suas piores crises e corre o risco de ver seus funcionários cruzarem os braços no dia 13 em protesto às condições de trabalho . Depoimentos de funcionários colhidos pelo GLOBO, sob compromisso de não revelar suas identidades, demonstram insatisfação generalizada, do comandante ao atendente do check-in. Preocupado com os rumores da greve, o Ministério Público do Trabalho de São Paulo convocou para a próxima segunda-feira uma reunião entre a empresa e sindicatos, na tentativa de abrir um canal de negociação e mediar os conflitos.

Os problemas vieram à tona com os atrasos e cancelamentos de voos em cascata no início da semana por falta de tripulação. Ainda que não haja uma adesão em massa, uma eventual paralisação poderá causar estragos, pois o quadro da Gol já é muito enxuto. O movimento dos trabalhadores da empresa, que começou silenciosamente pela internet com os copilotos, vem se fortalecendo. Já está marcada para a próxima sexta-feira, às 13h, uma assembleia para decidir a pauta da paralisação.

Salários abaixo da média do mercado, jornada excessiva e falta de benefícios, como seguro de saúde e plano de previdência, são as principais queixas. Mas há também quem reclame das condições precárias dos materiais e equipamentos essenciais para execução de tarefas necessárias às atividades diárias nos aeroportos, como cadeiras quebradas, computadores e impressoras ultrapassados.
O assunto greve foi tratado quinta-feira numa reunião em São Paulo com o Sindicato dos Aeronautas com cerca de cem funcionários, segundo o diretor da entidade, Carlos Camacho. Ele disse que as denúncias em função da escala apertada apontam para um quadro preocupante:

- Uma das que me chamou a atenção diz que comandantes e copilotos estão revezando períodos de descanso em voos noturnos e diurnos, pedindo aos comissários que constantemente entrem na cabine de comando para evitar que eles caiam no sono. Isso é muito grave.

Um comandante contou ao GLOBO que costuma voar duas madrugadas seguidas, incluindo o tempo parado dentro do avião no solo à espera de nova programação.

- Duas madrugadas seguidas matam qualquer cidadão - disse, acrescentando que toda a tripulação trabalha à exaustão, ainda que recebendo horas extras.

- A gente está trabalhando para a CVC (nos fretamentos) e para a Gol. Tem avião, mas não tem tripulante - disse o comandante, que tem 15 anos de experiência, 8.500 horas de voo e ganha por mês R$ 12 mil, contra a média de mercado de R$ 15 mil.

Um funcionário do check-in que trabalha no aeroporto Tom Jobim (Galeão) contou que sempre extrapola a carga de seis horas por dia em meia hora, 40 minutos. Com remuneração mensal de R$ 1.250 e uma filha pequena, conta que tem que bancar sozinho um plano de saúde:

- A vontade de todo mundo é de parar mesmo, mas muitos têm medo. O clima está muito ruim.

Segundo um despachante técnico, que calcula o peso da aeronave antes da decolagem e o informa ao comandante, os atrasos no embarque na Gol devido à carência de pessoal fazem com que ele tenha um tempo reduzido, de apenas 10 minutos, enquanto o ideal seria de 20 minutos, para realizar o trabalho.

- Trabalho sob pressão e não posso falhar. Se eu informar um peso errado para o piloto, ele pode dar uma carga no motor não correspondente e o avião pode não sair da pista durante a decolagem - disse o despachante, acrescentando que as condições físicas também não são adequadas.

- A estrutura da empresa está ruim. No Galeão, é preciso chegar uma hora mais cedo todo dia para pegar um computador bom e uma cadeira que não esteja quebrada. A impressora é velha e para toda hora.

Ele também se queixa que a empresa tem trocado a folga do domingo (uma a cada mês, segundo a legislação) para um dia da semana. Essa compensação, disse, faz com que não haja vida pessoal.

Os mecânicos de manutenção fazem no mínimo 40 horas extras todo mês - além do permitido -, contou um deles. Ele reclama que trabalha debaixo de sol e chuva e que a empresa se recusa a pagar adicional de periculosidade:

- A escala é apertada. Se alguém adoece, acabou.

Sistema de escalas não tem informações importantes

Uma comissária reclama que o novo sistema de escala adotado pela empresa retirou informações importantes, como número de horas noturnas voadas e o local de residência do funcionário para permitir, assim, que ele fique mais tempo em casa no fim da jornada.

Na primeira entrevista depois do caos no fim de semana, o vice-presidente de gestão da Gol, Ricardo Khauja, negou ao GLOBO que exista uma crise dentro da empresa ou que haja descumprimento das regulamentações sobre jornada de trabalho, como apontado pelos trabalhadores, e risco à segurança nos voos da companhia:

- Não existe caixa preta dentro da companhia. Estamos recebendo os inspetores da Anac (para verificar o cumprimento das normas).

Ele afirmou que, no momento, a companhia não teme a greve e não acenou com propostas num eventual processo de negociação, porque ainda não recebeu uma pauta de reivindicação:

- Não existe crise. A gente teve um grave problema operacional no último fim de semana, mas foi pontual.

O executivo destacou também que a Gol já nasceu sem os benefícios dos planos de saúde e previdenciário.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já anunciou que aplicará uma multa de, no mínimo, R$ 2 milhões em razão dos transtornos causados aos passageiros nos últimos dias . Mas, com as reclamações de usuários, o valor da multa pode chegar a R$ 5,5 milhões.

Fonte: Geralda Doca (O Globo)

“Não quero mais voar neste país”


Há dois anos, ele desistiu. Depois de 21 anos trabalhando como piloto em companhias aéreas brasileiras (primeiro Vasp, depois Varig e Gol), Norton Kripka (foto) parou de tentar conciliar trabalho e qualidade de vida no Brasil. Como não cogitava abandonar a profissão com a qual sempre sonhou, mudou-se para o Canadá para ser piloto dos mesmos aviões que comandava nos céus brasileiros.

Desde que seu visto de trabalho canadense foi expedido, Kripka pilota Boeings 737-800 na Sunwing Airlines, que opera voos charter. Diariamente, o porto-alegrense conduz turistas das terras geladas do Canadá para locais mais ensolarados como Flórida e Caribe. O salário, segundo Kripka, é equivalente ao que recebia no Brasil.

– Não deixei o meu país por dinheiro. Deixei por uma vida melhor, que nunca teria na aviação brasileira – diz.

A ameaça de greve dos funcionários da Gol e a recente polêmica sobre as condições de trabalho das tripulações fizeram Norton lembrar os motivos pelos quais foi embora:

– Imagine voar com várias escalas e chegar ao fim de sua jornada de 11 horas tendo que sobrevoar Guarulhos para esperar vaga para o pouso, porque o aeroporto mais movimentado do país não tem pistas suficientes.

Além das questões trabalhistas, os pilotos, conta, precisam lidar com outros impasses do sistema aéreo.

– Muitas vezes, presenciei colegas discutindo com controladores de voo no ar, por eles não estarem auxiliando a equipe. Nossa estrutura aeronáutica é muito deficiente e contribui para o estresse das tripulações – destaca.

Por ter conseguido qualidade de vida e de trabalho no Exterior, o piloto só volta ao Estado para rever a família.

– Não pretendo voltar para o Brasil para trabalhar – garante.

Fonte: Patrícia Lima (Zero Hora)

Monomotor faz pouso forçado com políticos em Rondônia



O avião sofreu uma pane no motor e o piloto teve que aterrissar na BR-364.

Entre passageiros estavam os deputados Natan Donadon e Tiziu Jidalias.
Um monomotor em que estavam o deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO), seu tio, o ex-prefeito de Vilhena Melki Donadon (PHN), e o candidato a vice-governador na chapa de João Cahulla (PPS), deputado estadual Tiziu Jidalias, fez um pouso forçado no final da tarde de sábado (7) no km 450 da BR-364, entre os municípios de Jaru e Ariquemes. O avião sofreu uma pane no motor e o piloto teve que aterrissar na rodovia federal. Ninguém ficou ferido.

Segundo o piloto Wanderley Guimarães de Souza, de 40 anos, eles haviam decolado de Ariquemes com destino a Vilhena, mas, por volta das 17h30, devido a uma pane mecânica, foi obrigado a fazer o pouso de emergência. A aeronave modelo Embraer EMB-711C Corisco de fabricação nacional, prefixo PT-NLE, pertence a uma empresa de aviação e está alugado para a campanha eleitoral.

O piloto disse que chegou a visualizar uma estrada de chão, mas preferiu não se arriscar por não saber as condições do terreno, e resolveu pousar na rodovia. A aeronave ficou intacta e piloto e os passageiros, apesar do grande susto, nada sofreram.

A Polícia Rodoviária Federal, com o apoio da Polícia Militar em Jaru, interrompeu o tráfego na estrada por alguns minutos para retirar o avião do meio da pista.

Fonte e fotos: Flávio Afonso de Carvalho (Internauta, Jaru, Rondônia para o Vc no G1)

MAIS

Ocorrência anterior com a mesma aeronave

Data da Ocorrência: 11/04/2001

Histórico: O piloto decolou do aeródromo de Vilhena (SBVH) com destino ao aeródromo da Fazenda Santa Elina (SWSE). Após a decolagem, quando transcorridos quinze minutos de vôo, o piloto perdeu o comando da manete de potência, a qual permaneceu travada em vinte polegadas de compressão. O piloto decidiu, então, desviar-se da rota e prosseguir para pouso em uma pista não homologada, localizada na área urbana da cidade de Colorado do Oeste (RO). Ao realizar a aproximação para pouso, o piloto optou por não cortar o motor, realizando o toque muito embalado. Após o toque, a aeronave perdeu a reta para a direita e saiu da pista. Em conseqüência da perda de controle da aeronave no solo, situação agravada pelo estado da pista, a aeronave acabou sofrendo avarias graves. O piloto, único ocupante da aeronave, saiu ileso do acidente.

Fonte: Cenipa

5 de ago de 2010

APP SBRJ

Wilco Airac 1008 + Upgrade Windows Vista

DOWNLOAD AIRAC

DOWNLOAD UPGRADE

3 de ago de 2010

VOR BSI e ILS 11R SBBR (FSX)

para quem utiliza o cenário do gustavo luna, basta jogar na pasta scenery.

DOWNLOAD

2 de ago de 2010

Avião que fez pouso forçado em SP não levava passageiros, diz Pantanal


A companhia aérea Pantanal informou na manhã desta segunda-feira (2) que não havia passageiros na aeronave ATR-42, que realizou um pouso forçado no aeroporto de Bauru, a 329 km da capital paulista. Quatro tripulantes estavam a bordo, mas ninguém ficou ferido. O voo 4749 sairia de Marília com destino ao Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.

A Pantanal afirma que a aeronave saiu de Presidente Prudente com destino a Marília, onde os passageiros embarcariam, e apresentou um problema técnico em um dos trens de pousos. O piloto decidiu pousar no aeroporto de Bauru por medida de segurança. A aeronave aterrissou às 8h02 desta segunda-feira.
Durante o procedimento, foi recolhido o trem de pouso e o nariz do avião tocou o solo. Os passageiros que embarcariam em Marília foram levados via terrestre para o destino. A Pantanal diz que toma as providências para liberar a pista do aeroporto de Bauru, que foi interditada.