29 de dez de 2010

Bimotor furtado em SP é abandonado em pista do Triângulo Mineiro


Segundo polícia, avião pode pousar sem o auxílio de uma base terrestre.

Ainda não há informações sobre quem pilotava a aeronave.

Um avião que teria sido furtado em São Paulo foi encontrado e apreendido, nesta segunda-feira (27), pela Polícia Civil de Iturama, no Triângulo Mineiro. Segundo a polícia, a aeronave foi abandonada e nenhum suspeito foi preso. Ainda não há informações sobre quem teria levado o bimotor para Minas Gerais.

De acordo com a polícia, o investigador Leandro Baggio soube da queixa de furto feita na última quarta-feira (22) em Votuporanga, SP, e decidiu averiguar o aeródromo particular de Iturama. Ao chegar ao local, que é usado por uma usina da região, o policial encontrou a aeronave e notificou o delegado Bruno Salmen, que acompanha o caso.

A suspeita, segundo a polícia, é que o piloto sabia quando o aeródromo ficava sem vigias e pousou em um desses momentos para evitar ser visto. De acordo com a polícia, o avião tem alta tecnologia e não precisa de informações de uma base terrestre para pousar.

O avião foi identificado como sendo do modelo BeechCraft King Air B200GT, Turbo Hélice, de fabricação norte-americana. A aeronave tem capacidade para 10 pessoas.

Segundo a polícia, o avião tem um valor estimado em R$ 6 milhões.

Fonte: G1 - Foto: Polícia Civil de Minas Gerais/Divulgação

28 de dez de 2010

Problemas na Webjet atingem 77,5% dos voos

Atrasos e cancelamentos de voos da Webjet voltaram a causar tumulto ontem nos aeroportos do País. Às 19h, dos 120 voos programados pela empresa, 73 haviam atrasado mais de meia hora e 20, sido cancelados. No total, 77,5% das operações tiveram problemas. No domingo, a empresa que detém 5% do mercado doméstico já havia registrado 60% de atrasos nos voos e 15% de cancelamentos.

Em nota, a Webjet informou que problemas meteorológicos no Sul e Sudeste do País causaram os atrasos e cancelamentos. Segundo a companhia, o mau tempo teria fechado temporariamente os aeroportos de Ribeirão Preto, Foz do Iguaçu e Confins, forçando um remanejamento da malha aérea. Desses, porém, só Ribeirão ficou fechado cerca de 3h na manhã de ontem.

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) afirma que Foz do Iguaçu e Confins permaneceram em operação durante todo o fim de semana e ontem. Confins operou por instrumentos no sábado e abaixo da capacidade mínima ontem, das 12h28 às 13h. Já Foz do Iguaçu operou por instrumentos em alguns momentos de sábado e domingo.

Nos balcões de check-in da Webjet, os atendentes tinham outra justificativa para os atrasos. "Falaram que era aquele velho problema de falta de tripulação", conta a funcionária pública Lúcia Mendes, de 53 anos, que tentava voltar ontem de Belo Horizonte para Brasília quando teve o voo cancelado. Na sexta-feira, indo passar o Natal com a família na capital mineira, Lúcia já havia enfrentado um atraso de 4 horas.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirma que está acompanhando de perto a situação da Webjet e na alta temporada manterá um fiscal no centro de operações da empresa. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o que o que pode estar acontecendo com a Webjet é um efeito cascata: com os atrasos, a tripulação não consegue chegar a tempo do próximo voo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado

Sobrecarga de trabalho das tripulações pode gerar novo caos aéreo

Cerca de 40% dos funcionários da categoria alcançaram o limite permitido de horas de voo por mês.

A ameaça de greve passou, mas a situação dos aeroportos ainda é muito complicada. A sobrecarga de trabalho das tripulações pode gerar novo caos aéreo. O Sindicato de Aeronautas fez um alerta dizendo que 40% dos funcionários não vão poder trabalhar essa semana porque alcançaram o limite permitido de horas de voo por mês.

Radiografia do caos aéreo (Editorial)

O setor aéreo brasileiro chegou a um ponto em que o caos é previsto em função do calendário, sem que possa ser evitado.

Em crise latente, devido a uma série de fatores — em que se destacam aeroportos sem instalações e infraestrutura à altura da demanda de passageiros e companhias —, a atividade se transformou numa desgastante loteria para milhões de passageiros: é muito difícil tirar a sorte grande de sair e chegar no horário, principalmente nos períodos de aumento do tráfego, como agora, nas festas de fim de ano.

Tornou-se norma o “mau tempo” frequentar notas oficiais e supostas explicações dadas pelas empresas toda vez que os saguões ficam lotados. Mas, como a meteorologia não pode justificar a frequência com que voos previstos e devidamente comprados pelos usuários não decolam, é curioso observar nos aeroportos que o “mau tempo” alegado por uma companhia para explicar seus atrasos não impede que aviões da concorrente continuem chegando e saindo.

As razões da crise vão muito além de eventuais chuvas e trovoadas. E as mais importantes delas estão à vista de todos, nestes dias em que, mais uma vez, aviões transitam sem qualquer compromisso com o relógio

Ontem, as previsões da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de atrasos de no máximo 18% dos voos estavam superadas às 13h, quando quase 19% das partidas não haviam ocorrido como programadas. Apenas no Galeão, 24,6% das decolagens para trajetos domésticos estavam, àquela altura, com estouros de mais de meia hora.

Em entrevista ao GLOBO, o brigadeiro Adyr da Silva, ex-presidente da estatal Infraero (1995-98), deu números básicos da crise: os aeroportos comportam o movimento de 115 milhões de passageiros/ano, mas tem passado pelos portões de embarque e desembarque algo na faixa dos 150 milhões de pessoas.

Se a estatal não tivesse ficado prisioneira de nomeações fisiológicas do governo Lula, o país poderia ter escapado da necessidade de correr contra o tempo para não passar vergonha de 2013 — quando haverá a Copa das Confederações, antessala da Copa do Mundo do ano seguinte — a 2016, nas Olimpíadas do Rio.

Mas a questão não se resume a obras. Mesmo que a ultimamente esforçada Anac tente enquadrar empresas, o regime de duopólio dividido entre TAM e Gol desfavorece o usuário, vítima constante de equipes de atendimento em terra desinformadas e mal treinadas.

Deve ser entendida como resultado da baixa concorrência no setor a constatação de que apenas um terço das reclamações feitas por passageiros nos juizados em aeroportos tenha resultado em acordo entre as partes.

O brigadeiro Adyr está certo quando diz que o grande problema na Infraero é de gestão. Mas não apenas na estatal. É o que demonstra a frequência com que tripulações, no meio da jornada de trabalho, completam o limite de horas voadas.

Da conjugação de incúria governamental, ao impedir, por cacoete ideológico, que a iniciativa privada explorasse terminais, com erros de administração nas companhias aéreas resulta o atual caos. E haverá outros.

Devidamente enquadrados pela Justiça trabalhista, por ser o transporte aéreo atividade essencial, os sindicatos parecem ser o menor dos problemas.

Fonte: O Globo

Aéreas negociam amanhã com funcionários sobre greve

Divergências sobre o reajuste salarial marcam quebra de braço entre sindicalistas

O Sindicato Nacional das Empresas Aéreas deve se reunir nesta quarta-feira (29) para tentar uma negociação com os funcionários, que devem cruzar os braços a partir de 1º de janeiro. Segundo Jorge Honório, porta voz do Sindicato Nacional dos Aeronautas (os comissários de bordo e pilotos) já teria aceitado o aumento de 8% nos salários.

Segundo Selma Balbino, presidente do SNA (Sindicato Nacional dos Aeroviários), o comando nacional de greve dos aeroviários (pessoal que trabalha em terra) não aceita a proposta e vai reivindicar um reajuste de 13%, mais mudanças nos pisos salariais e licença-maternidade.

Apesar dos funcionários já terem fixado uma data para a paralisação, uma decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho), da última quarta-feira (22), determina que pelo menos 80% do efetivo dos aeronautas e aeroviários continuem trabalhando entre 23 de dezembro de 2010 e 2 de janeiro de 2011. Caso haja descumprimento da ordem, a Justiça fixou multa diária de R$ 100 mil.

Entenda o que está em discussão

No início das negociações, aeronautas e os aeroviários reivindicavam 15% de reajuste salarial e melhores condições de trabalho, incluindo a contratação de mais profissionais. As companhias aéreas, entretanto, ofereciam apenas a correção do salário pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), de pouco mais de 6% até dezembro.

Para pressionar os patrões, aeroviários e aeronautas realizaram uma operação padrão nos aeroportos do país no dia 1º de dezembro. A iniciativa tinha o objetivo de mudar a rotina dos trabalhadores, incluindo o modo de dirigir veículos dentro das pistas, com velocidade restrita a 20km/h, pausa de 15 minutos para lanche, possibilidade de recusar jornada dupla de trabalho e alteração no horário de trabalho. Segundo os sindicalistas, os patrões não respeitam os trabalhadores.

Em meio a protestos nos principais aeroportos brasileiros e diante das dificuldades de negociação com as empresas aéreas, aeroviários e aeronautas reduziram a proposta de aumento de 15% para 13% no fim de dezembro.

No mesmo dia, as companhias aéreas elevaram a proposta de reajuste para 8% - valor que foi recusado pelos trabalhadores. Em seguida, a categoria programou uma greve para a antevéspera de Natal - 23 de dezembro.

Fonte: R7

27 de dez de 2010

Aeroviários vão avaliar proposta de reajuste de 8%


O Sindicato Nacional dos Aeroviários deve realizar uma assembleia até a próxima quinta-feira para decidir se a categoria aceita o reajuste de 8% proposto pelas companhias aéreas.

No entanto, a presidente do sindicato, Selma Balbino, avalia que a proposta é insuficiente. O Sindicato dos Aeronautas, que reúne pilotos e comissários, também classificou a oferta como ruim. Os aeroviários pedem 13%, e os aeronautas, 15%.

23 de dez de 2010

Mesmo sem greve, 29% dos voos do país sofrem atrasos até o meio da manhã

Apesar de os aeroviário e aeronautas terem desistido da greve, anunciada para a manhã desta quinta-feira (23/12), os brasileiros sofrem com os atrasos. Cerca de 29% dos 696 voos programados para decolar, em todo o país, estão atrasados. O terminal de Guarulhos, em São Paulo, é responsável por 10% das viagens fora de horário registradas no Brasil até 10h, segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) – dos 200 voos que saíram, 20 foram no local. A quantidade de atrasos até o horário respresenta 37% das 54 viagens programadas em Guarulhos.

Em Brasília, onde mais cedo os funcionários interditaram as três pista que dão acesso ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, 11 dos 27 voos programados para decolar até 10h (40,7%), estavam mais de 30 minutos fora do horário previsto.

Paralisação cancelada
A decisão de suspender a geve foi tomada após uma liminar da Procuradoria Geral da República, expedida na manhã de hoje, e assinada pelo coordenador do Sindicato Nacional dos Aeroviários no Centro-Oeste, José Fernandes. Os representantes da categoria, no entanto, entraram com um recurso contra a liminar também esta manhã.

A medida foi motivada, também, por outro documento, desta vez do Tribunal Superior do Trabalho (TST), de ontem (22/12), em que ficava determinado o efetivo mínimo de 80% entre os dias 23 de dezembro e 2 de janeiro e multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento da ordem.

A suspensão da greve ocorreu apesar da falta de acordo entre a categoria e os empresários. As companhias oferecem reajuste de 6,5% e os trabalhadores defendem aumento de 13% a 15% sobre os salários. Além de um aumento que represente ganho real, os aeroviários lutam pela criação de novos pisos salariais.

fonte: correioweb

Greve no setor aéreo está suspensa até dia 7 de janeiro, diz federação


A greve dos trabalhadores do setor aéreo (aeronautas e aeroviários), programada para ter início na madrugada desta quinta-feira (23), foi suspensa até o dia 7 de janeiro, após uma decisão da Justiça Federal que impôs multa de R$ 3 milhões por dia para os trabalhadores da categoria que optassem por aderir ao movimento.

Segundo Uébio José da Silva, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores do Transporte Aéreo, a decisão determina que seja mantido 90% do efetivo das categorias em atividade entre os dias 23 de dezembro e 7 de janeiro e, por isso, “não haverá qualquer movimentação ou paralisação” até a data estabelecida. "Está suspenso qualquer movimento de greve até o dia 7 de janeiro em solidariedade a população e em respeito a decisão judicial", disse ele.

Na decisão da Justiça Federal, o juiz Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª vara, afirmou que os trabalhadores estariam sendo “oportunistas” caso optassem pela greve na semana do Natal.

Outra decisão na Justiça, dessa vez da Delegacia Regional do Trabalho do Distrito Federal, também determinou que 90% do efetivo das categorias permanecesse em atividade entre os dias 23 de dezembro e 2 de janeiro, estabelecendo uma multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento.

O presidente da Federação disse ainda que as empresas mantiveram a oferta de aumento salarial de 6,5%, enquanto as categorias reivindicam um aumento entre 13% e 15%, mas que houve uma “abertura para conversa” com as empresas TAM e Gol.

Hoje mais cedo, a suspensão da greve já havia sido confirmada pelo comandante Gelson Fochesato, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, após uma assembleia com os trabalhadores da categoria, realizada nesta quinta-feira (23), às 5h, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

"Nós sentimos que a sociedade já vem há alguns dias muito preocupada com a questão [da greve] e, atendendo a este anseio, a categoria decidiu cumprir a decisão judicial e suspender a greve", explicou, referindo-se à decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho), que concedeu ontem uma liminar (decisão provisória) determinando que fossem mantidos em atividade 80% dos funcionários das companhias aéreas entre esta quinta-feira (23) e o dia 2 de janeiro.

"Entretanto, nós voltaremos a discutir a greve no início de janeiro, após esta época de Natal e Ano Novo", completou o comandante. Fochesato garantiu que, por parte de aeroviários e aeronautas, a população não terá problemas para viajar nesta época de festas de final do ano. "Mas acreditamos que enfrentarão, sim, problemas no geral, já que as companhias aéreas estão negligenciando o desgaste da tripulação, que está trabalhando acima do limite e em condições adversas", explicou o presidente do sindicato.

O Sindicato Nacional dos Aeronautas representa hoje 10 mil profissionais, entre pilotos, comissários e engenheiros de voo. A reportagem está tentando contato com a presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, para comentar a decisão.

Mesmo com a suspensão da greve, os aeroviários realizaram, às 5h30 desta manhã, uma passeata no aeroporto internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos.

Ontem (22), antes da decisão judicial, a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) recomendou aos passageiros que confirmem o voo com a empresa aérea antes de ir ao aeroporto. Já no aeroporto, havendo atraso ou cancelamento do voo, o passageiro deve procurar a empresa aérea e um representante da Agência nacional de Aviação Civil (Anac) ou o Juizado Especial.

A Anac ainda não se pronunciou oficialmente sobre a suspensão da greve, mas sua assessoria informa que o monitoramento da agência continua hoje nos 11 principais aeroportos do país (Galeão, Guarulhos, Congonhas, Brasília, Confins, Porto Alegre, Fortaleza, Recife, Salvador, Vitória e Manaus), por meio de inspetores que usam um colete azul e podem ser abordados pela população em caso de dúvidas.

Atrasos

Próximo do Natal, os aeroportos do país apresentam atrasos superiores a 30 minutos nesta quinta-feira (23); 28,7% dos voos domésticos tiveram a partida adiada até 9h, segundo a Infraero (estatal que administra os aeroportos brasileiros). Dos 696 voos programados, 200 partiram fora do horário e 39 (5,6%) foram cancelados.

Em relação aos voos internacionais, dos 50 voos programados, 11 estão atrasados (22%).

No Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, das 54 partidas nacionais programadas até as 9h, 20 (37%) atrasaram; das internacionais, das 21 agendadas, duas atrasaram (9,5%).

No Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, dos 51 voos domésticos programados, 8 (15,7%) estão atrasados e 11 foram cancelados (21,6%).

Segundo a Infraero, cerca de 480 mil passageiros devem circular nos aeroportos brasileiros nesta quinta-feira (23).

Conheça os principais direitos dos passageiros

Assistência material

A partir de uma hora de atraso, o passageiro tem direito a telefone ou internet disponível. A partir de duas horas de atraso, a companhia deve fornecer alimentação adequada ao tempo de espera (voucher, lanche, bebidas); e a partir de quatro horas de atraso em relação ao horário previsto de voo, os afetados devem receber acomodação em local adequado (espaço interno do aeroporto ou ambiente externo com condições satisfatórias para aguardar pela reacomodação) ou hospedagem (quando necessária), incluindo eventual transporte do aeroporto ao local de acomodação

Reacomodação

Imediata no caso de cancelamento ou preterição. Nos atrasos, reacomodação no próximo voo da companhia ou de outra empresa na mesma rota. O passageiro que aguarda reacomodação tem prioridade sobre os que ainda não adquiriram passagem

Informação

A companhia deve informar direitos do passageiro e os motivos do atraso, cancelamento ou preterição, inclusive por escrito (o que pode ser usado em pedidos de indenizações, se for o caso)

Reembolso

Para o passageiro que desistir da viagem por cancelamento ou atraso acima de quatro horas, reembolso integral do valor do bilhete, na mesma forma do pagamento (cartão de crédito ou crédito bancário)

Indenização

O passageiro pode pedir reparação no poder Judiciário se entender que o atraso causou dano moral. Por exemplo, se não chegou a tempo a uma reunião de trabalho ou perdeu um casamento

Fonte: Associação Nacional de Aviação Civil (Anac)e Procon

Como reclamar

Caos aéreo? O que fazer:

Veja algumas orientações da Andep (Associação Nacional em Defesa dos Direitos dos Passageiros do Transporte Aéreo) para os passageiros que enfrentarem transtornos em aeroportos:

- Chegar ao aeroporto 1h30 antes de voos domésticos e 3h antes de voos internacionais; isso aumenta a chance de embarcar e reduz o tempo na fila do check-in

- Fazer conexões com folga mínima de 3h

- Não discutir, ameaçar ou agredir com o atendente do balcão

- Verificar se há mais pessoas na mesma situação que você

- Procurar fazer uma lista com demais passageiros lesados; uma ação coletiva terá mais impacto

- Guardar todos os comprovantes de despesas decorrentes do cancelamento ou atraso no voo

- Registrar, com celular e câmeras, imagens dos painéis de informação para comprovar o atraso/cancelamento do voo, ou mesmo registrar o caos/mau atendimento

- Se houver tempo, registrar, antes de embarcar/desembarcar, a queixa junto à companhia aérea, ANAC, posto policial ou Juizado Especial

Anac

Para apresentar reclamação sobre irregularidades cometidas pela companhia, os passageiros podem entrar em contato com representantes da Anac pessoalmente nos principais aeroportos, ou 24 horas por dia pelo telefone 0800 725 4445, com atendimento em português, inglês ou espanhol. Na internet, o endereço é www.anac.gov.br/faleanac. A Anac avalia a denúncia e pode multar a companhia infratora

Procon

A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) recebe reclamações a respeito de qualquer falha no serviço. O Procon procura a empresa e busca uma conciliação que garanta o direito do cliente

Judiciário

A avaliação de indenizações em caso de suposto dano moral é feita pelo Poder Judiciário

Fonte: Andréia Martins (UOL Notícias) - Foto: Alan Morici (Futura Press)

22 de dez de 2010

Presidente da Anac admite problema em aeroportos do país amanhã

A presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Solange Vieira, admitiu na tarde desta quarta-feira que os passageiros que quiserem embarcar na quinta (23) nos aeroportos do país terão problemas e podem não conseguir chegar ao destino escolhido.

Solange também disse que o movimento estimado nos aeroportos amanhã deve ultrapassar 400 mil pessoas. Ela afirmou que a agência está conversando com as companhias aéreas --principalmente TAM e Gol-- sobre a possível greve dos aeroviários e aeronautas marcada para amanhã.

De acordo com ela, a Anac não trabalha com o cenário de paralisação total dos funcionários. "Se houver problema será pontual e totalmente contornável", disse. Quanto a uma possível punição aos grevistas ou às empresas, ela afirmou que isso não cabe à Anac decidir. "A Justiça que irá definir se a greve é legal ou não."

Reunião realizada na terça-feira (21) entre empresas e representantes dos aeroviários (que fazem as operações em solo) e aeronautas (tripulação de voo) terminou sem acordo. Os empresários avançaram timidamente na negociação de ontem, oferecendo 6,58% de reajuste. Antes a proposta era de 6,08%. Os trabalhadores não apresentaram contraproposta.

Cerca de 200 aeroviários fizeram na manhã desta quarta-feira, no aeroporto Santos Dumont (centro do Rio), uma manifestação convocatória para a greve de amanhã.

Fonte: Eduardo Geraque (Folha.com)

Lula: greve nos aeroportos seria irresponsabilidade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou nesta quarta-feira, após uma cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, sobre a possibilidade de greve nos aeroportos do País. O presidente classificou a hipótese de "irresponsabilidade" e disse que os brasileiros não podem ser "vítimas".

"A negociação poderia ter sido feita com antecedência. O que não pode é qualquer atitude de irresponsabilidade que faça o brasileiro sofrer. Não acho correto nem humanamente justo alguém impedir que essa pessoa viaje no Natal, se nós temos tempo para negociar a partir do dia 1º", afirmou Lula, lembrando que muitos brasileiros viajarão pela primeira vez de avião para passar o Natal com a família.

Lula disse ainda que conversará amanhã com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, sobre o assunto. "Eu espero maturidade das empresas e dos empregados para que o povo não seja vítima da insensatez".

Ameaça de paralisação

Uma reunião de mais de três horas entre representantes de sindicatos de trabalhadores dos aeroportos e das empresas de aviação terminou sem acordo na última terça-feira. Com isso, a ameaça de paralisação dos funcionários a partir de amanhã está mantida.

"As empresas aéreas receberam nossa pauta em setembro e só vieram avaliar agora. Por isso, já convocamos o trabalhador aeroviário a, no dia 23, parar com suas atividades e contribuir com seu destino", disse Marcelo Schmidt, do Sindicato Nacional dos Aeroviários.

Segundo ele, a greve deverá ocorrer ao longo de todo o dia 23, mas é possível que seja realizada em intervalos determinados, atrasando os voos, mas não os interrompendo. "Os passageiros precisam ter paciência, porque os trabalhadores estão no limite e isso compromete a segurança. Os passageiros chegarão ao seu destino, mas não chegarão no seu horário".

Os aeroviários querem aumento de 13%, mais alta de 30% no piso salarial. Os aeronautas cobram aumento de 15% e consideram a nova proposta dos empregadores fora de cogitação.

Fonte: Claudia Andrade (Terra)

Presidente da Anac diz a passageiros para ‘se informarem antes de viajar’

A presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, afirmou na tarde desta quarta-feira (22), no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, que os passageiros que viajarão nos próximos dias deverão se informar sobre uma possível paralisação dos aeroviários e aeronautas, a partir da madrugada desta quinta-feira (23), antes de sair de casa. “Os passageiros devem se informar se há um movimento de greve significativo e se os voos estão sendo impedidos”, declarou.

A previsão da Anac é que no mês de dezembro viajem de avião 1,5 milhão de passageiros a mais que a média dos outros meses. Ela acrescentou que nesta quinta 480 mil pessoas devem usar o sistema aeroviário do país.

Questionada sobre possíveis punições aos grevistas, ela afirmou que isso não cabe à Anac decidir. “A Justiça que irá definir se a greve é legal ou não”, disse. Solange Vieira aproveitou para minimizar os atrasos e cancelamentos ocorridos nesta quarta-feira, que chegaram a mais de 50% no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. “Isso (atrasos e cancelamentos de voos) ocorreu por questões meteorológicas”, justificou.

A presidente da agência disse esperar que a greve não ocorra. Para tal, se baseou em conversas que teve nos últimos dias com aeroviários e aeronautas das duas principais companhias aéreas do país.

Solange Vieira afirmou que não cabe à agência punir grevistas.
E culpou o mau tempo pelos atrasos e cancelamentos de voos nesta quarta.

20 de dez de 2010

Companhias aéreas se preparam para gerenciar formação de pilotos

Anac propõe nova licença para pilotos, com curso das próprias empresas.

Sociedade pode sugerir alterações no texto até 17 de janeiro.

Assista abaixo a trecho do Jornal da Globo News sobre o assunto.

As principais empresas aéreas brasileiras receberam de maneira positiva a proposta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de estabelecer no país um novo tipo de licença para pilotos, com formação gerenciada pelas próprias companhias, de acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea). Apresentada como uma alternativa às possibilidades atuais, a proposta pode acelerar o processo de formação dos pilotos.

Segundo o diretor técnico do Snea, Ronaldo Jenkins, algumas empresas já trabalham com programas-piloto com acompanhamento da Anac. "Outras ainda estão aguardando uma discussão mais aprofundada sobre os detalhes, para verificar se é viável ou não", afirma.

A nova licença, chamada de tripulação múltipla, já existe em países como Canadá, Austrália, Chile e Inglaterra. Ela permite que um aspirante a piloto profissional opte por um caminho diferente dos oferecidos hoje no Brasil, começando sua carreira diretamente nas companhias aéreas. Submetido a audiência pública até o dia 17 de janeiro, o texto deve ser finalizado e publicado pela Anac nos próximos três meses (clique neste link para acessar a página da Anac na qual é possível ler a íntegra da proposta e fazer sugestões).

“As empresas hoje estipulam um batente de horas para que um piloto possa se candidatar a uma vaga. O novo programa é baseado em qualificação, não em quantidade. Para fechar as 1,5 mil horas exigidas pelas empresas, o piloto voa o que aparecer. Nesse novo cenário, ele vai se submeter ao programa da companhia”, ressalta o superintendente de segurança operacional da Anac, David da Costa Faria Neto.

Licenças existentes

Atualmente, existem três tipos de licença para pilotos no país: piloto privado, piloto comercial e piloto de linha aérea. Para tirar a última, é necessário ter as duas primeiras.

A regra em vigor no Brasil exige que o candidato a copiloto de empresas regulares tenha habilitação de piloto comercial, com pelo menos 150 horas de voo – o que custa cerca de R$ 35 mil e é bancado pelo profissional. A maior parte das grandes companhias, porém, exige pelo menos 1 mil horas de voo se o candidato tiver curso superior e 1,5 mil horas caso ele não tenha passado pela faculdade.

Com a nova licença, o piloto passa por um curso teórico de conhecimentos de linha aérea, faz uma prova da Anac e, se aprovado, pode entrar no programa gerenciado pela companhia.

“São 240 horas de voo utilizando diversos tipos de dispositivos de treinamento, como simuladores médios, aviões de pequeno porte e simuladores de última geração, capazes de reproduzir as situações reais de um voo. Ele só passa para o exercício seguinte – que pode ser uma simulação de voo por instrumento ou pouso e decolagem, por exemplo – se passar no anterior. Ao fim desse currículo todo, ele vai ser avaliado”, detalha Faria Neto.

De acordo com o superintendente, as empresas vão poder montar seus programas como considerarem mais apropriado para suas necessidades. A agência vai trabalhar na certificação do programa e, depois, acompanhando e modificando o que for necessário.

“Vamos receber a proposta de programa das companhias. Elas podem criar dentro da própria empresa, como tinha a Varig, ou terceirizar. Certamente as empresas vão apresentar programas parecidos com o que já existe em outros países”, analisa.

Para o diretor técnico do Snea, a proposta da Anac de implementar esse tipo de formação de pilotos no Brasil é positiva para a aviação. “É muito mais seguro ter um piloto que teve sua formação acompanhada pela empresa do que um que apresentou uma carteira com 1,5 mil horas que não sabemos onde foram feitas”, diz.

Procurada pelo G1, a Gol afirmou que já está estudando a possibilidade de implantar efetivamente as mudanças, começando com uma seleção interna. “A companhia está apta a promover processos de seleção interna para tripulantes técnicos e comerciais, tendo em vista que parte dos colaboradores administrativos e operacionais têm a intenção de ingressar no grupo de voo da empresa”, informou por meio de sua assessoria de imprensa.

Até o final da tarde desta sexta-feira (17), a TAM não havia se manifestado sobre o assunto.

“Essa não é uma invenção brasileira. Isso é uma orientação da Organização da Aviação Civil Internacional [ICAO, na sigla em inglês], que é o órgão máximo do transporte aéreo mundial. Não é uma aventura, apenas estamos incorporando na legislação brasileira uma regra mundial”, analisa Jenkins.

Para o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), porém, deve haver uma discussão mais prolongada sobre a nova licença. “Pedimos a prorrogação da audiência pública [inicialmente, o fim da audiência pública seria neste sábado (18), mas o prazo foi prorrogado por 30 dias], porque já a proposta precisa ser melhor trabalhada. Nesse modelo, cabem algumas correções. Uma delas é a idade mínima, de 18 para 21 anos. Outra é o número de horas, que deveria ter um acréscimo de pelo menos 50%”, sugere Carlos Camacho, diretor de Segurança de Voo do SNA.

O sindicalista considera ainda que houve pouco detalhamento das exigências para os programas que devem ser apresentados pelas companhias. “A Anac precisa formular melhor o que ela quer. O detalhamento é genérico. Preferimos discutir melhor, até para contribuir melhor”, avalia.

Falta de pilotos

A possível falta de bons pilotos no mercado é uma preocupação para governo, empresas e passageiros. Um relatório publicado pela Boeing estima que a aviação mundial precisará de 466 mil pilotos para acomodar a forte demanda por aeronaves novas e de substituição nos próximos 20 anos. No Brasil, as companhias aéreas já sentem dificuldades em encontrar profissionais habilitados.

“Com o aquecimento da economia e a chegada de novas empresas aéreas no mercado brasileiro, está mais difícil encontrar pilotos com a experiência necessária”, avalia Leonard Grant, diretor de Operações e Treinamento Operacional da TAM. “No curto prazo, não vemos problemas. Entendemos que a Anac está sensível a essa questão”.

Na visão do sindicato dos aeronautas, há uma reserva de pilotos brasileiros capaz de suprir as necessidades do mercado por algum tempo: “Temos condições de duplicar a aviação civil hoje com pilotos brasileiros. Há pelo menos três reservas de pessoal: os pilotos que saem das faculdades com boa formação, os copilotos experientes que poderiam ser promovidos a primeiros oficiais [cargo comum em empresas internacionais, entre copiloto e comandante] e os 600 pilotos brasileiros que estão no exterior. Mas quanto vão pagar para esses pilotos? É preciso ter um reordenamento salarial para que esse êxodo seja no sentido contrário”, diz Carlos Camacho.

"Não há falta de pilotos no Brasil. Quando falam de falta de pilotos experientes, é relativo. Os pilotos com pouca experiência sempre voam com alguém a mais durante um tempo. Já fizemos várias denúncias para a Anac de que estão faltando pilotos e comissários nas empresas aéreas. Elas contratam pouco por questões financeiras e estão trabalhando com o número mínimo de pessoas, provocando um estresse laboral para as tripulações", afirma Gelson Fochesato, presidente do SNA.

Anac já oferece bolsa

Nas faculdades, depois de anos de uma queda na procura em função de crises como a da Varig, houve um aumento de alunos em busca da formação qualificada. “Assim como a aviação brasileira, procura pelo curso voltou a crescer. Quando o curso foi formado, em 1994, o pessoal saía direto para a Varig. Até a oitava turma, isso funcionava bem. Entre 2004 e 2006, mais ou menos, não preenchíamos todas as vagas do curso, a procura era menor por causa das limitações do mercado. Agora, o tempo bom está voltando”, conta o diretor do curso de Ciências Aeronáuticas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Elones Fernando Ribeiro.

Os formandos do curso saem da faculdade depois de três anos com diploma de bacharel, licença de piloto comercial, multimotor, voo por instrumentos e credencial de piloto de companhia aérea. São 165 horas de simulador, entre 180 e 200 no aeroclube e mais 2,8 mil horas teóricas. Durante esse período, o gasto do piloto chega a R$ 110 mil, somando-se as aulas teóricas e as horas de voo.

“No Brasil, há o mito de que precisa de muitas horas de voo para ter experiência. Com o curso, ele está formado para pilotar ao lado de um piloto experiente”, afirma.

Antes da proposta da nova licença, a Anac já tinha um programa de bolsa para pagar parte da formação de um piloto. Os contemplados têm 75% dos custos com os cursos pagos pela agência. O projeto de bolsa de pilotos prevê a formação, até meados de 2011, de 213 pilotos, sendo 73 comerciais. Para se candidatar às bolsas da Anac, é necessário já estar matriculado em algum curso.

"A formação dos pilotos brasileiros ainda é elitista. Mesmo a bolsa concedida pela Anac é para quem já está matriculado em aeroclube. O projeto é incipiente e discrimina os mais pobres", avalia Camacho.

13 de dez de 2010

Anac propõe regra que acelera e barateia a formação de pilotos



A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) quer introduzir no Brasil uma nova certificação que poderá acelerar e baratear a formação de pilotos para a aviação regular, substituindo o treinamento em voo por simulador.

As novas regras para a Licença de Piloto de Tripulação Múltipla (MPL, da sigla em inglês) seguem critérios da OACI, órgão das Nações Unidas responsável por padrões de segurança na aviação.

As regras integram proposta de modernização da regulamentação de certificação de pilotos que a Anac colocou em audiência pública, via internet, no mês passado.

Contribuições podem ser feitas até sábado. A expectativa é que a medida entre em vigor até março.

"Isso vai ajudar a reduzir o gargalo na formação de pilotos", diz o superintendente de segurança operacional da Anac, David Faria Neto.

A substituição do voo real por simulador divide opiniões. Os EUA não adotaram esse modelo, criado em 2006. Ao contrário. Após um acidente da Colgan Air em 2009, em que ficou comprovado erro dos pilotos, o Congresso começou a discutir a possibilidade de exigir mais horas de voo de formação.

Por outro lado, empresas reconhecidas pelo padrão de segurança, como Lufthansa e Emirates, contratam pilotos sem experiência e investem na sua formação.

A MPL prevê um mínimo de 240 horas de experiência para copiloto, que podem ser cumpridas integralmente em simulador.

O entendimento é que horas em um simulador idêntico ao avião que o piloto encontrará na vida real terão mais qualidade do que voos em aviãozinho de aeroclube.

Fim da Varig

Pela regra em vigor, para se candidatar a copiloto de empresas regulares é preciso ter uma habilitação de piloto comercial com pelo menos 150 horas de voo. Essa formação custa cerca de R$ 35 mil e é bancada pelo profissional.

Nos últimos anos, com a derrocada de Varig, Transbrasil e Vasp, TAM e Gol se beneficiaram da oferta de profissionais experientes e passaram a exigir de 1.000 a 1.500 horas de experiência para contratar copilotos.

Mas a oferta de mão de obra qualificada praticamente acabou. Com o fim da era Varig, quando pilotos experientes podiam ganhar de R$ 20 mil a R$ 30 mil por mês, a profissão ficou menos atraente.

Por isso as empresas começaram a investir em centros de formação, e a Anac passou a oferecer bolsas.

As empresas aéreas não sabiam da audiência pública, mas gostaram. "Precisamos de medidas assim, que resolvam a situação com mão de obra brasileira", diz Ronaldo Jenkins, diretor técnico do Snea, o sindicato das empresas aéreas.

O Snea já defendeu projeto de lei que permite a importação de pilotos estrangeiros, mas mudou o discurso. A avaliação é que a abertura vai atrair apenas pilotos de países com padrão de segurança inferior ao brasileiro.

A falta de pilotos foi responsável por problemas recentes na Webjet. A empresa perdeu cerca de 30 profissionais para as concorrentes nacionais e não teve tempo de repô-los. Já pilotos de TAM e Gol são constantemente assediados pelas estrangeiras.

Avião cai em plantação de soja e pega fogo no Paraná

Avião faz pouso forçado no interior do sertão Alagoano


Um avião de pequeno porte fez um pouso forçado na tarde deste sábado (11) na BR-220, próximo ao povoado Alto dos Coelhos, município de Água Branca, de acordo com informações de populares o avião teve um problema no motor esquerdo.

“Pensei que o mundo ia acabar, Parecia que ia cair em cima da casa, ele vinha na nossa direção, mas em questão de segundo a asa virou”, relatou uma moradora do povoado.

Avião monomotor faz pouso forçado em fazenda no Interior de SP


O avião monomotor Embraer EMB-721C Sertanejo, prefixo PT-EBK, fez pouso forçado na tarde deste sábado (11) em uma fazenda de Piacatu, cidade localizada cerca de 530 km da capital.

A aeronave carregava cerca de dois mil aparelhos de telefone celular de última geração.

O administrador da fazenda, que passava por uma estrada próxima, foi abordado pelo piloto, que fugiu. A Polícia Federal informou que a documentação da aeronave está irregular.

10 de dez de 2010

Avião cai em zona rural de Minas e três pessoas morrem

Segundo a PM, cinco pessoas estavam na aeronave.

Avião iria de Vitória para Brasília.

Um avião de pequeno porte caiu na noite desta quinta-feira (9) na zona rural de Bom Jesus do Galho, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. De acordo a Policia Militar (PM), três pessoas morreram carbonizadas no local, e duas ficaram gravemente feridas.

O avião levava uma equipe de repórteres da Legião da Boa Vontade (LBV) de São Paulo. Segundo a LBV, morreram uma repórter, um cinegrafista e um fotógrafo.

Estão gravemente feridos o piloto da aeronave e um passageiro que também é da legião. Os dois foram levados para o hospital de Caratinga, também no Vale do Rio Doce, segundo os bombeiros de Manhuaçu, na Zona da Mata, que fizeram o resgate.

A aeronave iria de Vitória a Brasília. A primeira chamada recebida pela polícia foi às 19h45.

9 de dez de 2010

VARIG 850

6 de dez de 2010

Noar Linhas Aéreas avança e ganha espaço no mercado do Nordeste


Empresa já atua em cinco estados da região e fechou, recentemente, parceria com a Gol.

A companhia Noar Linhas Aéreas iniciou suas operações no dia 14 de junho de 2010. Encurtando distâncias, promovendo a facilidade do transporte aéreo entre cidades com fortes laços históricos, econômicos e sociais, a Noar representa um importante investimento no setor de aviação no Nordeste do Brasil, capaz de promover o desenvolvimento do turismo de lazer e negócios, induzindo assim o desenvolvimento socioeconômico da Região.

Para marcar o começo das operações no Nordeste, a empresa promoveu vôo panorâmico pelo Recife, em junho. Na ocasião, a Noar oferecia quatro voos diários, de segunda a sexta, para Caruaru, no agreste de Pernambuco, Maceió (AL) e Aracaju (SE). As passagens custam a partir de R$ 67,90 para Caruaru, de R$ 99,90 para Maceió e de R$ 219,90 para Aracaju. No dia 21 de julho, a companhia acrescentou voos aos sábados e domingos, para a capital sergipana e alagoana.

Em agosto, com apenas dois meses, a Noar convocou autoridades locais e todo o trade turístico da região para anunciar os novos destinos: as cidades de João Pessoa e Natal.

No último dia 27 de setembro, a Noar fechou parceria com a companhia aérea Gol. Pelo acordo, que entrou em vigor no dia 30 de setembro, os passageiros podem comprar no site da Gol uma passagem para Rio de Janeiro-Caruaru, por exemplo, e voar nos aviões da própria Gol e da Noar. “O acordo firmado reforça o projeto da Noar em atender à demanda aérea regional, oferecendo variedade de destinos e frequências, a preços acessíveis”, declarou o presidente da empresa, Vicente Jorge Espíndola. Além da incorporação desse destino – Caruaru -, a GOL passa a oferecer novos voos diretos para os destinos onde a Noar opera. Os clientes provenientes de voos operados pela GOL em conexão para os voos da Noar, poderão realizar somente um check-in e despachar sua bagagem até o destino final.

Visando sempre interligar as capitais do Nordeste com as grandes cidades do interior da região, no dia 1° de outubro, a Noar Linhas Aéreas ampliou ainda mais sua malha, incluindo a cidade de Mossoró, importante centro urbano do Rio Grande do Norte, a 285 km da capital Natal. ”Esse voo é mais uma conquista para os nossos clientes, porque a Noar está fazendo o que propôs: ligar toda a região Nordeste e chegar aos lugares que as companhias não conseguem chegar, de uma forma rápida e segura”, afirma Marjony Camelo, diretor executivo da empresa.

Atualmente, é oferecido um voo diário, de segunda a sexta, com escala nas cidades de João Pessoa e Natal. Os passageiros partirão do Recife às 15h36, com chegada prevista em João Pessoa às 15h57 e em Natal às 16h47. Em seguida, o avião sai da capital potiguar às 17h10 e chega a Mossoró às 18h03. As passagens custam a partir de R$ 279,90, partindo do Recife.

Sobre a Noar – Do ponto de vista geográfico, a Noar tem por mercado primário os 9 Estados do Nordeste. A intenção é promover a ligação aérea entre as capitais vizinhas e entre estas e os grandes centros urbanos do interior até o final de 2011.

Com 128 voos semanais, a Noar opera, com duas aeronaves, em cinco estados nordestinos: Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba. As cidades-destino são: Caruaru, Recife, Natal, João Pessoa, Maceió, Mossoró e Aracaju. Mesmo focando na qualidade de serviços e na alta tecnologia, a empresa vai oferecer tarifas mais baratas aos clientes. E o modelo dos aviões escolhido pela empresa foi peça-chave na hora de fechar essa equação. O L-410, também conhecido como LET, é um bimotor turbo-hélice com capacidade para até 19 passageiros e ideal para o transporte em pequenas e médias distâncias. Sua configuração com asas altas permite eficiente operação em pistas curtas, garantindo controle e segurança. “O avião apresenta um custo operacional muito abaixo dos seus potenciais concorrentes, o que vai implicar em passagens mais em conta para os passageiros da Noar”, explicou o presidente da companhia, Vicente Jorge Espíndola. O amplo espaço interno é uma das principais características do LET 410. Sua cabine é mais larga e alta comparada a outros modelos e as poltronas são distribuídas em fileiras de um e dois assentos em couro, com janelas que permitem ao passageiro a visão panorâmica do voo.

A Noar Linhas Aéreas é uma empresa com investimento exclusivamente privado, sem contar com recursos públicos de qualquer natureza, inclusive financiamentos. Para a etapa inicial de suas operações, foram investidos cerca de R$ 40 milhões. Nesta fase de implantação,durante seu primeiro ano, a Noar deve gerar cerca de 200 empregos diretos e indiretos, grande parte para mão de obra qualificada.

4 de dez de 2010

Avião faz pouso forçado em fazenda do interior de SP


Segundo a polícia, aeronave sofreu pane elétrica e pousou em Altair.

Piloto tinha licença vencida; polícia investiga uso irregular da aeronave.

Um avião Embraer EMB-721D Sertanejo fez um pouso forçado numa fazenda de Altair, a 464 km de São Paulo, região de São José do Rio Preto, por volta das 11h desta sexta-feira (3). Segundo a polícia, o monomotor teve uma pane elétrica. Duas pessoas estavam dentro da aeronave e ninguém ficou ferido.

O piloto de 66 anos estava com a licença vencida e foi levado para a delegacia de Olímpia, também no interior do estado, para prestar depoimento. De acordo com a polícia, o avião sofreu adaptações. Com capacidade para seis pessoas, o monomotor estava apenas com o banco do piloto. A polícia investiga se ele era usado para transportar cargas ilegais.

O piloto disse que o trem de pouso quebrou enquanto o avião aterrissava e que ele perdeu o controle da direção da aeronave. O homem pousou em uma estrada de terra, mas o monomotor só parou dentro de um canavial. Segundo a polícia, o dono da aeronave tem uma propriedade na região.

Ainda segundo o piloto, a aeronave teria saído às 7h30 desta sexta do aeroporto de Frutal, em Minas Gerais, com destino a Campo Mourão, no Paraná. No plano de voo, estava previsto uma escala para abastecimento em Penápolis, no interior de São Paulo, mas com menos de 1h30 de voo a aeronave apresentou problemas técnicos.

3 de dez de 2010

Investigação revela graves problemas de segurança em motor do Airbus A380


Segundo técnicos australianos, o defeito pode resultar em uma "falha catastrófica"

A equipe australiana que investiga a explosão em voo de um dos motores de um Airbus A380 da companhia Qantas destacou a existência de um "problema crucial de segurança" na turbina. Segundo os técnicos, o defeito pode resultar em uma "falha catastrófica".

De acordo com a Agência Australiana para a Segurança do Transporte, um componente mal alinhado desgastou um cano de combustível para o motor, provocando fissuras, depois vazamentos e em seguida um incêndio, o que explica a avaria.

A agência emitiu uma determinação para que a Rolls-Royce, fabricante das turbinas, cuide do problema com urgência e adote as ações necessárias para garantir a segurança dos voos de aviões equipados com motores Trent 900.
A Qantas informou que verificará mais uma vez os motores de suas aeronaves, mas destacou que é uma medida de precaução e que não existe um risco imediato para a segurança dos voos. A companhia australiana suspendeu os voos de sua frota de A380 após o grave incidente registrado em Cingapura no dia 4 de novembro (foto acima).

ente envolvendo aeronave da Passaredo interdita Aeroporto Afonso Pena por uma hora

Um incidente envolvendo uma aeronave da companhia aérea Passaredo interditou por aproximadamente uma hora a pista principal do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, na tarde desta quinta-feira (2). Segundo a Infraero, a ocorrência foi registrada às 17h04 durante o pouso de um avião que partiu de Ribeirão Preto (SP) rumo a Curitiba.

A assessoria de imprensa da companhia aérea informou que o problema foi causado pelo estouro de um pneu no momento do pouso, mas ainda não sabe dizer o que provocou o estouro. Ao todo, 29 passageiros e três tripulantes estavam na aeronave, mas ninguém ficou ferido. Por precaução, uma ambulância foi enviada ao local, mas, segundo a Infraero, não houve necessidade de atendimento médico.

A assessoria de imprensa da Infraero informou que sete voos foram afetados por conta do incidente. Destes, três aguardaram na pista a liberação para a decolagem, dois utilizaram a pista secundária e outros dois que pousariam em Curitiba tiveram a aterrissagem transferida para outras cidades. Às 17h58, a pista principal do aeroporto foi totalmente liberada e os voos normalizados.

Segundo a Passaredo, técnicos da companhia estão no local avaliando a aeronave. Os passageiros que seguiriam para Ribeirão Preto na tarde desta quinta-feira serão transferidos para voos em outras aeronaves.

Lula defende a compra de um novo avião para Presidência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu na terça-feira a compra de um novo avião para a Presidência da República. A compra está sendo cogitada pelo Palácio do Planalto. O novo modelo do avião, maior e mais caro, substituiria a atual aeronave batizada de Aerolula.

- Acho que o Brasil precisa de um avião com maior autonomia para o presidente da República viajar - disse Lula, depois de visitar o canteiro de obras da usina hidrelétrica Estreito, na divisa entre Maranhão e Tocantins.

O avião usado por ele tem 12 horas de autonomia de voo. Segundo Lula, isso é uma vergonha porque o avião tem que fazer várias escalas em viagens de longa distância.

- O Brasil não pode ser um país grande do jeito que é e ter um comportamento humilhante lá fora, onde o sucatão nem pode parar - disse.

O sucatão é o antigo avião usado pelo presidente, que depois de substituído pelo Aerolula passou a servir a equipe auxiliar da Presidência.

- Não tem porque não comprar. Acabou aquela bobagem do Aerolula. Estou aqui chateado porque agora vou deixar a Presidência e não levar o avião comigo. Poderia fazer uma campanha e levar o avião comigo - disse Lula, em tom de brincadeira, em referência as duras críticas que recebeu quando decidiu comprar o Aerolula.

Fonte: Jailton de Carvalho (O Globo/G1)

Nota do Autor:

O presidente diz que uma autonomia de 12 de voo é uma vergonha. Isso porque ele - e ela - não enfrentam as longas filas de check-in ou os atrasos rotineiros dos voos comerciais. Ora, porque o tempo deles é mais valioso que o nosso?

1 de dez de 2010

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