25 de fev de 2011

The Last Flight


Foi lançado com sucesso, no fim da tarde desta quinta-feira (24), o ônibus espacial Discovery. Esta é a última missão da espaçonave, após 27 anos de viagens.

O ônibus espacial decolou do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, às 21h00 GMT (18h00 Brasília), para uma missão de 11 dias destinada a levar um módulo de depósito e um robô humanoide à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Quando concluir este voo histórico, o Discovery será o primeiro ônibus espacial a ser aposentado do programa espacial americano, o que deixará um grande vazio nas missões dos EUA.

O lançamento do Discovery para a ISS foi fixado inicialmente para novembro de 2010, mas algumas fissuras encontradas no tanque de combustível externo que apareceram pouco antes da decolagem forçaram o adiamento da missão até agora.

Os outros dois ônibus espaciais da frota americana, Atlantis e Endeavour, farão seu último voo também neste ano.

16 de fev de 2011

Corrupção é o principal fator para o atraso nas obras da Infraero


A corrupção é hoje o principal fator para a paralisia da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a estatal encarregada de administrar os aeroportos do país. Temendo serem envolvidos em alguma irregularidade, os funcionários concursados da companhia se recusam a assinar documentos referentes a licitações e a desembolsos de recursos. Com isso, obras para a ampliação e a recuperação dos terminais aéreos, muitos operando no limite da capacidade, estão atrasadas.

“Aqui, o medo é de ter o nome citado em processos abertos pelo TCU (Tribunal de Contas da União) ou pela Justiça e ser citado na imprensa. Como proteção, muitos recorrem à burocracia para emperrar o que for possível”, disse um técnico da estatal. Segundo ele, várias pessoas podem se assustar com essa realidade. “Mas é uma forma legítima de proteção, dado o histórico da empresa, envolvida em denúncias de desvios de recursos públicos e de superfaturamento”, acrescentou.

O tamanho desse medo pode ser medido pelo desempenho da Infraero no ano passado. Do R$ 1 bilhão que a estatal planejou investir, só R$ 645 milhões foram aplicados, conforme a organização não governamental Contas Abertas. Só 1% dos valores disponíveis para contratos em aeroportos das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 foi gasto.

“Trata-se de um quadro desalentador”, ressaltou outro funcionário da empresa. Ele lembrou que, recentemente, o Tribunal de Contas da União (TCU) pediu a suspensão da concorrência para a reforma do Aeroporto de Confins, em Minas Gerais, por identificar graves irregularidades. Também estão sob investigação as obras nos aeroportos de Brasília, de Goiânia e de Vitória.

Quem conhece o dia a dia da Infraero garante que, não bastasse a necessidade de se fazer “uma limpa” na empresa — de 600 cargos comissionados existentes até bem pouco tempo para acomodar indicações políticas só sobraram 12 —, dificilmente o governo Dilma Rousseff conseguirá dar andamento à proposta de
abertura de capital da companhia. Aos
olhos dos investidores, a Infraero de hoje não é atrativa, pois não tem patrimônio: os 67 terminais aeroportuários que administra são exclusivos da União. Além disso, a estatal não detém sequer um contrato de concessão, por meio do qual teria segurança jurídica de contar com o fluxo de caixa por tempo determinado.

Segundo analistas, uma solução para reverter tal situação seria a Infraero incorporar toda a infraestrutura que gerencia — atualmente é dona apenas de sua sede, em Brasília. “Ainda que essa transferência ocorra, o processo será lento, atrasando mais as obras necessárias nos aeroportos para a Copa e as Olimpíadas de 2016”, disse um integrante do governo. No seu entender, o melhor caminho para tentar reverter o caos que atormenta os viajantes será a transferência da concessão dos principais aeroportos à iniciativa privada. “Talvez, com a moralização da gestão da Infraero, essa seja a principal tarefa de seu futuro presidente, Gustavo Matos do Vale (hoje diretor do Banco Central)”, ressaltou.

Para Sérgio Gaudenzi, ex-presidente da Infraero (2008), o governo deveria copiar na Infraero o modelo da Petrobras, com predomínio societário da União, mas participação de acionistas privados e ações negociadas em bolsa. “Há condições legais para se criar essa estatal de economia mista”, disse. A seu ver, o modelo proposto traria mais transparência à gestão da estatal, ao passar a ser fiscalizada por governo, acionistas e auditores independentes e
pelo mercado financeiro. “É fundamental avançar na profissionalização da empresa e distanciar o risco de rateio político de cargos executivos, que quase sempre leva a pessoas que desconhecem o setor”, frisou.

Opção pelo silêncio
Os entraves legais para a abertura de capital da Infraero são confirmados por estudo da consultoria McKinsey encomendado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A consultoria sugere como alternativa a concessão isolada ou em blocos de aeroportos e a criação da Infraero S.A., com potencial seguro de receita para os próximos anos. Apenas 15 da rede de aeroportos federais são considerados lucrativos. Os demais requerem respaldo da União. O BNDES alertou, porém, que a abertura de capital poderá levar até dois anos, se consideradas as etapas necessárias para adequar a empresa às práticas de governança.

Procurada pelo Correio, a Infraero avisou que questões relacionadas à mudança na sua gestão só podem ser respondidas pelo Ministério da Defesa, ao qual está submetida. A Defesa, por sua vez, informou que apenas o titular da pasta, ministro Nelson Jobim, está autorizado a fazer comentários sobre o tema, e ele não quis falar. No que depender da presidente Dilma, entretanto, o começo da reestruturação do setor aéreo deverá ser anunciado nas próximas semanas, quando Gustavo do Vale assumir a presidência da Infraero.

Também está sendo esperada a edição de Medida Provisória (MP) que criará a Secretaria de Aviação Civil (SAC), com status de ministério, a ser comandada por Rossano Maranhão, presidente do Banco Safra. A ideia é que a estatal e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) fiquem subordinadas ao novo órgão. Alex Fabiano Costa, diretor da Associação Nacional dos Empregados da Infraero (Anei), torce para a transformação da estatal numa “Petrobras dos Aeroportos”. Para ele, essa seria a chance de se valorizar os 13 mil funcionários concursados. Enquanto não se define os rumos, Costa pede “mais transparência e estabilidade” no comando da empresa. Em uma década, foram seis presidentes até o atual, Murilo Marques Barboza.

Perfil

Nome
Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária

Tipo
Empresa pública de direito privado

Presidente
Murilo Marques Barboza

Ano de criação
1972

Jurisdição
Ministério da Defesa

Total de aeroportos de sua rede
67

Tráfego abrangido
97% do regular

Passageiros por ano
113 milhões

Funcionários próprios
13 mil

Funcionários terceirizados
15 mil

15 de fev de 2011

DCERTA - A NOVIDADE DA ANAC

Para aqueles que acham que o fechamento de todas as SAC´s no Brasil foi a solução encontrada pela ANAC para a economia de recursos financeiros, vem aí o DCERTA, o seja, já que o militares da aeronáutica não mais podem prorrogar seus "serviços terceirizados" nas antigas SAC´s por força da legislação, criaram esta novidade para continuar jogando a responsabilidade em cima dos pobres coitados...


Vejam o que diz a nova ICA 63-27:


O Sistema Decolagem Certa (DCERTA) é o sistema instituído pela ANAC com a finalidade de acompanhar e verificar a regularidade de aeródromos, certificados e licenças de aeronaves e tripulações técnicas.


Como parte integrante do gerenciamento do risco à segurança operacional, previsto no Programa Brasileiro para a Segurança Operacional da Aviação Civil (PSO-BR), esse Sistema passou a operar em conjunto com o Sistema Automatizado de Sala AIS (SAIS), de forma experimental, em algumas Salas AIS, entre 2008 e 2009.


Após esse esforço, o DCERTA foi instituído oficialmente pela Resolução no 151, de 07 de maio de 2010, da ANAC.


Em face da experiência adquirida e das necessidades operacionais, os sistemas foram aperfeiçoados.


Concomitantemente, houve um planejamento entre o DECEA e a ANAC, com o intuito de estender a operacionalidade SAIS / DCERTA a todas as Salas AIS do SISCEAB, obedecendo a um cronograma específico.


Com a finalidade de otimizar as ações do piloto em comando ou do preposto da empresa aérea e do operador da Sala AIS, a referida Resolução foi alterada pela Resolução no 165, de 08 de agosto de 2010.


Baseado nessas Resoluções, foi editada a presente Instrução com o objetivo de definir as competências e estabelecer os procedimentos dos operadores AIS quanto à utilização do DCERTA.



Leia a reportagem sobre a Unidade Regional de Recife:

Unidade Regional da ANAC em Recife pode estar com os dias contados. A decisão tomada pela agência não agradou aos funcionários, tampouco aos usuários, que temem pela queda na qualidade do atendimento prestado à população. A sede regional da Anac funciona na avenida Mascarenhas de Moraes, no bairro da Imbiribeira, Recife – PE, e a ela estão subordinadas as unidades de fiscalização do transporte aéreo no Nordeste, com exceção do Maranhão.

No ano passado a divisão de regulação econômica, que fiscaliza empresas de taxis aéreas fechou, e na semana passada foram desativadas as operações do Setor de Aeronavegabilidade. Isso significa que, a região nordeste não conta mais com o setor de operações e fiscalizações de aeronaves. Qualquer documentação ou processo referentes a regularizações e operações aéreas terão que ser enviados para o Rio de Janeiro. Resumindo, qualquer pessoa que adquirir uma aeronave na região nordeste terá que enviar a documentação à Unidade Regional Rio de Janeiro, e aguardar a homologação e fiscalização da aeronave. Este processo já era lento, andará agora a passos de tartaruga.

Em 2008 a ANAC desativou as Seções de Aviação Civil (SAC) de cinco aeroportos do país; Jacarepaguá (RJ), Santos Dumont (RJ), Carlos Prates (MG), Petrolina (PE) e Ilhéus (BA). Também não funcionam mais as unidades de Porto Seguro (BA), Maceió (AL), João Pessoa (PB), e foi publicado no diário oficial que as unidades de Natal (RN), Aracaju (SE) e Teresina (PI) também serão desativadas. O que mais será desativado. Agora é esperar fechar a barraca.

Em breve, o setor de habilitação e o setor de táxi aéreo serão desativados, e toda documentação, requerimento, informação entre outros serviços deverão ser encaminhados através de email ou correios, e aguardar a boa vontade da Unidade Regional Rio de Janeiro analizar toda a demanda dos serviços, de todos os usuários do Brasil. Será que os serviços vão andar com esta centralização? Isto só é bom para os despachantes.

No caso específico de cheques e re-cheques para pilotos, existe uma escala de checadores na qual o checador escalado para realizar o cheque ou re-cheque poderá vir de qualquer parte do Brasil, e isto já está acontecendo. Se você precisa checar ou re-checar, solicite com bastante antecedência da validade, e espere deitado!!!

E o pior está por vir. A ANAC pretende passar a responsabilidade da aplicação das provas das bancas para o SENAI, contudo não há estrutura nem pessoas qualificadas no SENAI para fazê-lo ,nem tirar duvidas dos pilotos, comissários ou mecânicos. Outra possibilidade é que as provas sejam realizadas no Rio de Janeiro, como acontece hoje com as provas de Inglês ICAO, que não estão sendo mais realizadas na nossa região, dificultando mais ainda o acesso dos usuários. Este é o incentivo que a ANAC dá à formação dos aeronautas e ao atendimento à população, em nossa região e em outras regiões do Brasil.

Estamos diante de dois grandes eventos esportivos mundiais a serem realizados no Brasil. A situação da aviação no Brasil, amplamente discutida atualmente, do ponto de vista da infra-estrutura aeroportuária, formação de aeronautas dentre outros, demonstra que o Pais não está preparado para atender a demanda de passageiros, por ocasião desses grandes eventos. A ANAC parece não estar atentando para este aumento da demanda e parece remar contra a aviação.

Acidente de avião em Honduras deixa 14 mortos




Quatorze pessoas morreram nesta segunda-feira (14) em um acidente de avião próximo à cidade de Tegucigalpa, em Honduras, disseram autoridades e equipes de resgate.

O avião Let L-410UVP-E20, prefixo HR-AUQ, operado pela Central American Airways - CAA, caiu em Las Mesitas, cerca de 20 quilômetros ao norte de Tegucigalpa, enquanto sobrevoava uma zona de pouca visibilidade e o piloto tentava aterrissar, disse o porta-voz do Corpo de Bombeiros, Oscar Triminio.

A pequena aeronave, que cobria um voo regular (731) entre a cidade de San Pedro, no norte do país, e a capital hondurenha, transportava 11 hondurenhos e três norte-americanos, segundo as autoridades.

"A última informação que tivemos é que o piloto estava em uma zona de pouca visibilidade quando estava tentando aproximar-se da pista", disse Francisco Pacheco, gerente da companhia aérea Central American Airways.

Os ocupantes:

Tripulação:

1. Capitão Oscar Anderson
2. Capitão Eduardo Pach

Lista de passageiros:

1. Plutarco Molina
2. Peter Jhon
3. Jeams Howar
4. Tom Chuk Klein
5. Joaquín Fernández
6. Leda Cabrera
7. Julio Alvarenga
8. Israel Salinas
9. Carlos Chaín
10. Alejandra Figueroa
11. Rodolfo Rovelo
12. Sara Villacorta

Fontes: Gustavo Palencia (Reuters) via O Globo / ASN / La Tribuna

9 de fev de 2011

Casal e cão sobrevivem ilesos a queda de avião em rua na Austrália

Monomotor perdeu asa e pousou de ponta-cabeça em subúrbio de Sydney.
Aeronave danificou linhas de energia, e milhares ficaram sem luz na região.
Duas pessoas e um cão sobreviveram à queda de um avião de pequeno porte em uma rua de um subúrbio de Sydney, na Austrália, nesta quarta-feira (9).

A queda do monomotor danificou linhas elétricas.

Ele parou no chão de cabeça para baixo, sem uma asa.

"Eu vi o avião baixar, baixar, baixar", disse uma testemunha. "Então ele caiu como uma bomba e eu me assustei."

Milhares de comércios e casas ficaram sem energia elétrica por conta do acidente, segundo a TV.

As autoridades estão investigando os motivos do acidente.

7 de fev de 2011

Colisão entre ultraleves deixa dois mortos na Barra da Tijuca, no Rio


Bombeiros trabalham no local.

Incidente aconteceu por volta das 14h15 deste sábado (5).

Bombeiros do quartel da Barra da Tijuca confirmaram que uma colisão de dois ultraleves deixou duas pessoas mortas na tarde deste sábado (5), na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

De acordo com testemunhas, as aeronaves teriam se chocado no ar por volta das 14h15 e ventava forte no momento do acidente.

As vítimas fatais estavam em um ultraleve que caiu próximo ao condomínio Village Felicitá, localizado na Avenida das Américas. Bombeiros trabalham no local para retirar os corpos da aeronave.

Já o outro ultraleve envolvido no acidente teria caído na área da Praia da Reserva deixando um homem ferido. A vítima foi levada para o Hospital Lourenço Jorge em estado grave.

Fonte e foto: Alba Valéria Mendonça (G1)

Avião monomotor cai no interior de SP e piloto morre


É o segundo acidente em menos de 24 horas em Jundiaí.

Avião caiu logo depois de sair do aeroporto da cidade.

Um avião monomotor caiu em uma área de pastagem por volta das 12h deste sábado (5), em Jundiaí, a 58 km de São Paulo. O piloto morreu.

O acidente aconteceu a cerca de 5 km do aeroporto. De acordo com funcionários do local, a aeronave perdeu contato com a base logo após a decolagem. O piloto seguia para Tatuí, também no interior do estado.

O corpo do piloto continuava preso nas ferragens da aeronave às 14h. O Corpo de Bombeiros tentava fazer a retirada.

Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram enviados ao local para apurar as causas do acidente.

Foi o segundo acidente aéreo em Jundiaí em 24 horas. Nesta sexta-feira (4), uma aeronave fez um pouso forçado perto do aeroporto de Jundiaí. Três pessoas estavam no avião e sofreram ferimentos leves.

Fonte: G1 (com informações da TV Tem) - Foto: Sandro Zeppi/TV Tem

Avião de pequeno porte faz pouso forçado no interior de SP


Piloto decolou em Jundiaí e pousou em terreno perto do aeroporto.

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram enviadas ao local.

Um avião de pequeno porte fez um pouso forçado na tarde desta sexta-feira (4), em Jundiaí, a 58 km de São Paulo. A aeronave posou em uma área de mata, no terreno de uma escola técnica, perto do aeroporto da cidade.

O piloto decolou do aeroporto no fim da tarde com destino a Sorocaba. Quando já estava subindo, percebeu que o motor do avião estava sem força e decidiu fazer o pouso forçado.

Três pessoas que estavam no avião foram atendidas pelas equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu que foram enviadas ao local. Elas não tiveram ferimentos.

Fonte: G1 (com informações da TV Tem) - Foto: Reprodução/TV Tem

Buscas pelos destroços do avião da Air France vão recomeçar em março

Campanha vai varrer área de 10 mil quilômetros quadrados no Atlântico.

Acidente em voo entre o Rio de Janeiro e Paris deixou 228 mortos em 2009.

As autoridades da França anunciaram nesta sexta-feira (4) que as buscas dos destroços do avião da Air France que caiu no Oceano Atlântico, entre o Rio de Janeiro e Paris, em julho de 2009, vão ser retomadas em março.

"O navio de exploração 'Alucia' zarpará do porto de Seattle (Estados Unidos) no início de fevereiro rumo ao porto de Suape (Pernambuco) através do Canal do Panamá. No local embarcará o 'Remus' (veículo submarino) do Geomar (Instituto Oceanográfico alemão) e os integrantes na expedição", destacou o BEA, organismo francês responsável pelas investigações do acidente.

A equipe vai partir para o campo de buscas em 15 de março e deve chegar cinco dias depois.

O ministro francês de Transportes, Thierry Marianai, e o diretor do BEA, Jean-Paul Troadec, durante entrevista conjunta nesta sexta-feira (4) em Paris


Vai ser a quarta tentativa de recuperar o que sobrou do Airbus 330 para tentar entender os motivos do acidente. Ela ocorrerá em três etapas de 36 dias cada.

"Temos os meios mais modernos possíveis para encontrar os destroços e temos esperanças sérias e corretas de que vamos conseguir", disse o ministro de Transportes da frança, Thierry Mariani.

A nova tentativa será liderada pela instituição oceanográfica americana Woods Hole. David Gallo, diretor da entidade, disse estar confiante do resultado das buscas, mas que ela será "difícil".

As novas buscas devem custar cerca de 9 milhões de euros, que serão pagos pela empresa - que já gastou cerca de 20 milhões nas buscas anteriores. Cerca de 10 mil quilômetros quadrados ainda não explorados vão ser "varridos" acusticamente.

"Se localizarmos os destroços do avião, o BEA ativará imediatamente a quinta etapa, que será retirá-los do mar", diz comunicado do BEA.

O acidente com o voo 447 ocorreu em 1º de junho de 2009. O avião tinha 228 pessoas a bordo.

Até hoje, apenas 3% do avião e menos de 50 corpos foram recuperados.

O BEA considera que uma falha nas sondas (sensores de velocidade) Pitot da fabricante francesa Thales foi um dos fatores do acidente, mas considera que a explicação definitiva só poderá ser obtida com as caixas pretas do avião.

Em 2009, parentes das vítimas - entre elas 72 francesas e 59 brasileiras - entraram com ação na Justiça da França para exigir uma investigação sobre os motivos do acidente.

Fonte: G1 (com agências internacionais) - Foto: AFP

Operação da PF apreende avião, helicóptero e caça prefeito de Barra do Corda (MA) por desvio de R$ 50 milhões

A Polícia Federal (PF) apreendeu nesta quinta-feira, no Maranhão, um helicóptero, um avião, carros de luxo, joias e uma caixa repleta de relógios caros. Batizada Operação Astiages, a ação da PF visa combater um grupo acusado de desvio e lavagem de dinheiro público no município de Barra do Corda. Somente os dois principais integrantes da quadrilha movimentaram irregularmente R$ 50 milhões entre 2005 e 2010. Nove pessoas foram presas até o início desta tarde. Três estão foragidas.

- Essas pessoas, pela análise patrimonial, não teriam a mínima condição de fazer essa movimentação vultosa. E todos os bens apreendidos foram adquiridos ilicitamente - declarou o delegado Victor Mesquita, responsável pela operação, durante coletiva realizada nesta manhã, na sede da PF em São Luís.

Mais de cem policiais federais participam do cumprimento, nas cidades de Barra do Corda e São Luís, de 12 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão. Os foragidos são o prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, o Nenzin; a mulher dele; Francisca Telles, conhecida como Santinha; e um lobista.

A Operação Astiages, que significa em babilônio "o saqueador de cidades", é cumprida com auxílio de policiais do Maranhão, Piauí e de Brasília (DF).

Segundo a PF, outra constatação do desvio de dinheiro em Barra do Corda são os imóveis adquiridos pelos acusados de integrar a quadrilha. De acordo com delegado, as propriedades são tão luxuosas que a classificação de mansões, para elas, ainda é pouco em comparação com a estrutura.

- Elas são verdadeiras casas de cinema, segundo os agentes e delegados que estão em campo. Isso só reforça que essas pessoas estão envolvidas nos crimes - completou o delegado Mesquita.

Como a investigação corre em segredo, determinado pela Justiça Federal, os nomes dos presos e dos foragidos ainda não foram revelados, e a operação continua em curso.

As prisões dos envolvidos são temporárias, mas podem se tornar preventivas de acordo com o andamento das investigações ou no caso da resistência dos foragidos em se apresentarem.

Fonte: Imirante, TV Mirante via O Globo - Imagem: Reprodução/TV Mirante